Alvo de muitas críticas de Renato Portaluppi na entrevista coletiva após o Gre-Nal 455, o número de jogadores estrangeiros do Grêmio é uma construção das últimas três gestões: Romildo Bolzan Júnior, Alberto Guerra e Odorico Roman. Neste momento, o plantel tricolor conta com 11 atletas nascidos fora do Brasil, embora Kannemann já tenha a dupla nacionalidade.
A atual direção, que assumiu o clube no final do ano passado, contratou cinco estrangeiros, entre as duas janelas de transferências da temporada. No início do ano, gastando 13,8 milhões de dólares (R$ 69,4 milhões, na cotação atual), Leonel Pérez, que já foi emprestado ao Racing (ARG), Nardoni e Enamorado foram contratados. Na metade do ano, o clube trouxe o croata Filip Krovinovic e o cabo-verdiano Jovane Cabral.
Ao longo da gestão de Guerra, entre 2023 e 2025, o Tricolor reforçou-se com 12 atletas nascidos fora do Brasil, porém apenas cinco ainda estão no elenco atualmente: Amuzu, Balbuena, Braithwaite, Noriega e Pavón. Os outros sete foram “despachados” pela nova administração neste ano: Cuéllar (rescisão), Carballo (rescisão), Cristaldo (rescisão), Monsalve (emprestado), Aravena (emprestado), Cristian Olivera (emprestado) e Arezo (vendido).
Ainda na direção de Romildo Bolzan Júnior, dois jogadores estrangeiros permanecem na Arena: Kannemann, que passou a ter nacionalidade brasileira, e Villasanti. Ambos tiveram os contratos renovados com Alberto Guerra: enquanto o zagueiro teve o vínculo estendido até o final de 2027, o volante ampliou até o final de 2029.
Kannemann e Villasanti, aliás, já trabalharam com Renato Portaluppi anteriormente no Tricolor. Enquanto o argentino esteve presente em três passagens do comandante pela Arena, o paraguaio acompanhou o treinador em duas. Os dois jogadores gozam de muito prestígio com o ídolo gremista, a ponto de serem os líderes do vestiário e titulares da equipe.