Por motivos diferentes Renato deixou o Grêmio nas outras três vezes em que dirigiu o time. E nas três oportunidades três treinadores também diferentes assumiram o seu lugar. Juntos os sucessores de Portaluppi somaram um título e tiveram média de quatro meses no cargo. Ou seja, estabilidade não foi a tônica a partir da mudança. Em meio às perspectivas para 2025 em Porto Alegre ou longe da Arena, a quarta passagem de Renato está em curso recém completos dois anos de duração ou o dobro da soma de Julinho Camargo, Enderson Moreira e Tiago Nunes.
Julinho Camargo foi uma surpresa em um sábado de manhã do primeiro dia de julho de 2011 quando foi anunciado pela gestão Paulo Odone . Não era novidade que a relação entre o presidente e Renato nunca foi das melhores e se desgastou ainda mais após a eliminação da Libertadores e a perda do Gauhcão. A escolha do nome é que causou espanto, afinal o substituto vinha justamente do rival. Julinho deixou a função de auxiliar de Falcão no Inter para subir de posto no Olímpico. Porém, durou pouco. Foram somente seis jogos em 33 dias trabalhados com uma vitória no currículo de 33% de aproveitamento.
A virada de 2013 para 2014 apresentou um cenário quase que oposto. Na cadeira presidencial estava Fábio Koff, que havia trazido seu pupilo de volta ao clube. No entanto, não tinha 'bala na agulha' para renovar com o treinador então vice-campeão brasileiro que começaria 2014 no Fluminense. A aposta da vez foi Enderson Moreira, destaque no Goiás. O técnico anunciado em dezembro perdeu o Gauhcão para o Inter, foi eliminado nas oitavas da Libertadores e perdeu o cargo logo após a Copa do Mundo, em julho. Foram 35 partidas e um aproveitamento de 59%.
Por fim, a saída de Renato em 2021 é a mais polêmica. A Era vitoriosa iniciada em 2016 sob comando de Romildo Bolzan alimentou também um conjunto de relações duradouras, mas em alguns aspectos desgastantes também. Respaldado pelo retrospecto de títulos, mas pressionado pela perda da Copa do Brasil no primeiro ano da pandemia, Renato se viu envolto no ambiente político criado pelo então presidente. Cláudio Oderich, vice presidente de administração da época, foi aos microfones após a eliminação na pré-Libertadores expor o descontentamento com quem aquela altura, além de técnico, era estátua na Arena.
Pouco depois de arrumar as malas de volta para o Rio de Janeiro, ainda com Covid, Renato viu o terceiro colega chegar para o seu lugar. Tiago Nunes foi o único deles a ganhar um título. Seria campeão gaúcho, mas ficou no cargo de abril a julho apenas. E foi embora após péssimo começo no Brasileirão. Teve aproveitamento de 58% e tempos depois foi a público revelar o peso que era substituir quem de fato sempre comandou o vestiário gremista.