Talvez nenhum outro jogador do atual elenco do Juventude tenha tanta identificação com o clube quanto Mandaca. Também por esse motivo o gol da classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil no meio de semana contra o São Paulo marcado nos acréscimos foi tão comemorado por ele e pela torcida no estádio.
O fato é que o resultado renova as energias do torcedor e do grupo sob comando de Maurício Barbieri. Noi dia 26, através de sorteio na CBF, será conhecido o próximo adversário no torneio, mas antes disso o Ju volta às atenções para a Série B do Campeonato Brasileiro. No domingo, ás 16h, na Arena Sicredi, o compromisso será contra o Athletic Club.
Para este confronto, Mandaca deve ser desfalque. Ele entrou no sacrifício contra os paulistas e deve ser preservado. Não poderá ajudar o time a tentar ingressar na zona de classificação entre os oito primeiros colocados em caso de vitória.
Enquanto isso, em bate papo com a reportagem do Correio do Povo, o paraibano de 24 anos relembra o momento vivido recentemente e projeta a temporada do Juventude e a longa caminhada pela frente em 2026.
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1. Certamente essa classificação contra o São Paulo na Copa do Brasil, além do reforço financeiro para o clube, será também de fôlego para a caminhada na Série B. Pelo menos para quem está de fora, a sensação é de que o grupo precisa ser reforçado porque o campeonato é difícil, é longo e esse ano com novo formato na reta final. Vocês também pensam assim?
A gente tem sofrido com algumas lesões, tem também a questão dos cartões amarelos que em alguns jogos deixa um ou outro companheiro de fora. A gente sabe que a Série B é muito difícil, muito longa, tem viagem, desgaste, tem também a sequência da Copa do Brasil mais pra frente…Então quanto mais forte for o grupo, melhor. Mas isso é mais coisa da diretoria, da comissão também. Quem chega pra ajudar vai ser bem recebido. O importante é todo mundo puxar pro mesmo lado, que quem venha, venha com o espírito que tem o nosso grupo que é de muita luta e muito trabalho.
2. Como é para o jogador logo depois fazer o gol da classificação ficar sabendo que, querendo ou ou não, o que ele acaba de fazer, acaba na demissão do treinador adversário. No caso, o Roger que teve passagens pelo clube e trabalhou com alguns desses atletas.
Cara, na hora ali a gente nem pensa nisso. A gente tá pensando no jogo, em ajudar o nosso time, na nossa camisa e na classificação. O Roger é um cara que trabalhou com alguns jogadores do nosso elenco e tem o nosso respeito. Mas no futebol essas coisas acontecem e a gente sabe que o treinador muitas vezes acaba pagando pelos resultados.
3. A cada vez que tu te destacas, seja contra a Dupla Gre-Nal ou em jogos como o de quarta-feira, o teu nome é comentado pelo torcedor. Em algum momento houve algum interesse de clubes da capital ou até de outra região?
Sempre que nosso nome é ventilado no mercado significa que estamos alcançando os resultados e trabalhando no caminho certo. Mostra que o trabalho está sendo visto. Mas o meu foco é sempre no momento, no próximo jogo e isso tem me movido ao longo da minha carreira. Sou um jogador que se entrega muito a cada treino, cada jogo, e aqui no Juventude eu visto a camisa com todo o meu carinho e respeito, sou feliz aqui e tenho muito respeito da torcida e das pessoas do clube. Quero poder sempre trabalhar com muita vontade e ajudar dentro de campo. Sobre interesses, são meus empresários que cuidam do que chega de proposta ou sondagem e eles, juntamente com a diretoria do clube, podem definir o que for melhor para todos. De qualquer maneira, meu foco agora é na minha recuperação, já que ainda tenho dores no tornozelo e assim que eu estiver 100% estarei de volta a campo para ajudar o Juventude com a mesma entrega que sempre tive com essa camisa.