O dirigente afirmou ainda que a situação envolvendo o defensor do time catarinense foi descoberta por ele mesmo, ao analisar registros dos jogadores. “Entrei no futebol como diretor há pouco tempo e sempre reparei que há muita desorganização, inclusive nossa”,completou.
A reclamação do Icasa faz sentido em relação à ocorrência de irregularidade sobre a condição de jogo do volante Luan. O jogador entrou em campo pelo Figueira com contrato de empréstimo em vigência pelo Metropolitano.
A origem do problema se deu na Diretoria de Registros e Transferências da entidade. Em um teste no Boletim Informativo Diário (BID) no dia 24 de maio, a CBF desativou o contrato com o Metro, retomando o vínculo com o Figueira. Só que posteriormente, no mesmo dia, a entidade desfez a operação. Tarde demais, porque o Figueira já tinha entendido que Luan poderia entrar em campo contra o América-MG.
No entanto, segundo o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, ainda que o jogador tenha atuado de forma irregular, o prazo para denúncia, previsto no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, foi perdido.
“Houve prescrição evidente, indiscutível. Quanto à irregularidade em si, existe indícios fortes que tenha ocorrido. Porém, se a CBF falha no seu controle interno, pelo regulamento, cabe aos clubes vigiar e acionar o STJD. O prazo máximo é de 60 dias da data do fato. O Icasa até poderia se dar bem, dependeria do julgamento. Mas chegou mais de seis meses atrasado”, disse Paulo Schmitt.