Esportes

Infantino é eleito com missão de “resgatar o respeito da Fifa”

Suíço venceu disputa no segundo turno com 115 dos 207 votos possíveis

Gianni Infantino foi eleito presidente da Fifa nesta sexta
Gianni Infantino foi eleito presidente da Fifa nesta sexta Foto : Olivier Morin / AFP / CP
Antes de ser alçado ao mais alto cargo do futebol mundial, o suíço era secretário-geral da Uefa, e braço-direito do presidente dessa entidade, Michel Platini. O ex-craque francês era considerado o grande favorito da eleição, até ser suspenso pela comissão de ética da Fifa, por conta de um pagamento suspeito de 1,8 milhões de euros de Blatter.

Infantino surgiu como um 'Plano B' depois da desistência de Platini, mas vai passar agora a ser conhecido pelo público não apenas por ser o simpático carequinha dos sorteios da Liga dos Campeões. "Faltam palavras para manifestar minhas emoções. Já disse que comecei uma viagem extraordinária que me permitiu encontrar muita gente extraordinária, que ama o futebol, respira o futebol. Muita gente que merece que a Fifa seja uma instituição respeitável", afirmou, visivelmente emocionado.

"Quero ser o presidente de todos vocês, de todas as 209 federações nacionais. Percorri o mundo e quero continuar fazendo isso. Quero trabalhar como todos vocês, para reconstruir uma nova era na Fifa, para que o futebol volte ao centro do cenário", enfatizou.

Transparência e boa governança

Antes da votação começar, o congresso extraordinário desta sexta-feira teve outra pauta importante: a aprovação de reformas para tentar colocar a organização de volta nos trilhos. Estas reformas buscam essencialmente melhorar a governança, com uma limitação a 12 anos dos mandatos acumulados do presidente e um controle da integridade dos eleitos.

Com elas também se pretende aumentar a transparência dos fluxos financeiros, revelando inclusive as remunerações do presidente da Fifa e de todos os demais integrantes de alto escalão. Com essas reformas, a Fifa de Infantino tentará inaugurar uma nova era, para se recuperar do tsuname de escândalos que vem abalando o futebol nos últimos meses.

O primeiro abalo aconteceu no dia 27 de maio, quando altos dirigentes foram presos num hotel de Zurique, entre eles o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF. Desde então, réplicas continuaram manchando a imagem da Fifa, com novas prisões e denúncias do esquema de corrupção milionário que já foi chamado de "Copa do Mundo da Fraude".

Nove meses depois, Infantino sucedeu a Blatter, com a intenção de fazer uma grande varredura, para colocar o jogo de volta ao centro das atenções. A bola está com ele.