Em 19 de maio, a FA anunciou que ia se abster de votar nas eleições, pois não simpatizou com nenhum dos dois candidatos e estava preocupada com suspeitas de corrupção. O suíço Joseph Blatter não tem concorrentes para tentar a terceira reeleição, pois Mohamed Bin Hammam, do Qatar, ex-presidente da Confederação Asiática, retirou sua candidatura. O comunicado também a posição da entidade inglesa quanto ao polêmico cenário político no futebol.
A FA aproveitou o momento de fragilidade da cúpula da Fifa para pressionar por um novo pleito, e também um orgão fiscalizador dos procedimentos da entidade.
Nas últimas semanas, diversos casos de corrupção foram revelados. O ex-presidente da FA, David Triesman, acusou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e outros três dirigentes de pedirem propina para apoiar a candidatura da Inglaterra à Copa do Mundo de 2018, que será realizada na Rússia. A Fifa diz que todos estão "limpos".
Em seguida, Bin Hammam foi acusado de oferecer 40 mil dólares, cerca de R$ 64 mil, a dirigentes da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) em troca de votos. Antes de ser suspenso de qualquer atividade ligada ao futebol pelo Comitê de Ética, o dirigente retirou sua candidatura. Blatter também sofreu investigação, mas foi inocentado.