Problema de altitude é psicológico. Pelo menos é o que a comissão técnica colorada quer passar para os jogadores, que embarcam nesta terça-feira para Quito, 2.850 metros acima do nível do mar. O preparador físico Alejandro Valenzuela pretende deixar claro que o único adversário do Inter será o Deportivo Quito, quinta, às 23h30min (horário de Brasília). Para isso, não levará nem tubos de oxigênio, artigo comum de times brasileiros nessas ocasiões.
Em entrevista à Rádio Guaíba, Valenzuela recordou uma vez em que trabalhava na seleção uruguaia, quando a Celeste Olímpica enfrentaria a Bolívia, fora de casa. Mal os jogadores chegaram no país e já começaram a reclamar dos efeitos da altitude. O problema é que eles tinham desembarcado em uma cidade ao nível do mar, o que, conforme o preparador, prova o fator psicológico.
“Não tem que pensar em altitude. Assim como Napoleão falava a seus soldados que a lepra atacava quem tinha medo, com altura é igual. A altura afeta mais quem tem medo”, ensina Valenzuela.
O preparador pediu atenção, porém, para o gramado do Estádio Olímpico Atahualpa, mais alto do que o Casablanca, do rival LDU, onde o Inter foi goleado no ano passado, na decisão da Recopa Sul-Americana. A altura do gramado prejudica porque faz os atletas cansarem mais durante o jogo.
Jorge Fossati tem apenas uma dúvida para escalar a equipe que jogará em Quito. Trata-se de Bolívar, que ainda não está totalmente recuperado de lesão. O provável time do Inter é formado por: Abbondanzieri; Índio, Sorondo e Bolívar (Juan); Nei, Sandro, Guiñazu, Giuliano e Kleber; Edu e Alecsandro.
Inter não levará tubos de oxigênio para o Equador
Preparador colorado diz que efeitos psicológicos da altitude são maiores que os físicos