De acordo com Amarante, houve alterações no projeto original e as mudanças terão de ser incluídas na prestação de contas das contratadas. Como exemplo de alterações não previstas, ele citou a necessidade de nivelar terreno para a colocação das estruturas temporárias em determinados pontos no entorno do estádio.
Conforme com o promotor Nilson de Oliveira Rodrigues Filho, foram encontradas inconsistências entre o que foi colocado no contrato e o que técnicos do órgão responsável pelo acompanhamento da montagem encontraram. Ele salientou que foi constatada a locação de materiais por valores superiores ao preço de compra dos mesmos equipamentos. A atuação do MP se deve ao fato de haver a injeção indireta de dinheiro público. O Estado abriu mão da arrecadação para viabilizar o financiamento.
Materiais adquiridos serão reaproveitados pelo Estado
As estruturas temporárias reaproveitáveis que foram instaladas no entorno do Beira-Rio devem começar a ser distribuídas a partir da próxima semana. Cerca de R$ 25 milhões foram gastos, conforme a previsão inicial de despesas. O Estado vai ficar com tudo o que foi adquirido, em contrapartida pela isenção. O total corresponde a 10% do montante. Mesas, cadeiras, extintores de incêndio, entre outros materiais, serão distribuídos a escolas, Defesa Civil Estadual e Brigada Militar, entre outros órgãos.