"Fizemos uma partida impecável até aquele momento. Tivemos um pênalti não anotado e um gol não validado. Criamos inúmeras oportunidades e, em 12, 15 minutos tomamos três gols que nos retiraram a possibilidade de um grande resultado", afirmou Dorival, antes de elogiar a equipe. "Temos que reconhecer quando uma equipe joga com personalidade, força e consciência e, de repente, acontece o fato que vimos", enfatizou.
O treinador admitiu, contudo, que houve um relaxamento do grupo ao abrir a vantagem de 3 a 0. "Existiu uma desconcentração, aliada a um crescimento da equipe adversária", definiu. "Eles (Santos) se soltaram quando tomaram o terceiro gol e sem a responsabilidade pelo resultado perdido tiveram esse ímpeto que o Inter não soube marcar", analisou Dorival.
Ele se recusou a depositar na dupla de zaga do Inter a culpa pelo gol de empate. "É um assunto delicado. Não vou ficar expondo ninguém pois, no momento que se toma dois ou três gols é natural que as atenções se voltem para os zagueiros. Quando se perde, perdemos todos", frisou. "Vamos trabalhar, melhorar, mas se alguma situação deixa a desejar é um erro que acontece, não precisa ser sempre quem está lá atrás ser responsabilizado. Erramos muito no final, propiciando a reação."
"O problema maior é que o juiz nos tirou a possibilidade do terceiro e do quarto gol. O de Oscar seria o quinto da partida. Acontecem erros capitais sempre contra um lado só", reclamou Dorival. "A arbitragem interferiu diretamente no resultado da partida. Dois gols a mais não tenho dúvida que ficaria mais difícil uma reação dessas", ponderou.
O treinador também descartou que o "apagão" tenha qualquer relação com a derrota no Gre-Nal. "Uma equipe jogar 70 minutos o que mostrou não pode ter ligação nenhuma o ânimo com o que aconteceu no domingo", afirmou. "Não demos uma única oportunidade ao Santos. Fizemos o terceiro e podíamos ter mais gols, que foram mal anulados. Tem que dizer que a equipe vinha jogando em alto nível."