Considerado por muito tempo o 12º jogador do Inter, Andrezinho sofre agora com a concorrência de Giuliano e Tinga no meio campo do time. Mesmo assim, o meia se diz feliz no clube e afirma: “É melhor disputar vaga com os grandes do que ser titular em time que briga para não ser rebaixado”, disse em entrevista coletiva após o confronto contra o Atlético-GO.
Andrezinho, que por muitas vezes foi alçado à posição de amuleto do time por fazer gols cruciais no segundo tempo das partidas, agora cede lugar a outro “sortudo”. “O Giuliano vive um momento muito feliz. Está sendo iluminado, graças a Deus, por conseguir fazer os gols”, elogia. O meia também viu as chances de constar no grupo titular do Inter serem drasticamente reduzidas com a volta do volante Tinga. No entanto, sequer questiona a decisão de Celso Roth: “O Tinga dispensa comentário. É um ídolo da torcida e um exemplo para todos nós.”
Mesmo assim, Andrezinho acredita que é possível reverter a situação. Para o meia, a disputa no grupo do Inter é normal. “Estou feliz no Internacional e a concorrência é mais do que saudável. Já tive meu espaço, pude entrar nas partidas e fazer gols”, recorda o jogador, que defendeu o clube em 149 jogos e anotou 25 gols. “Vou continuar trabalhando e procurando meu lugar. Futebol é momento. Fico feliz de estar no Internacional, independentemente de estar jogando ou não”, reforçou o atleta de 27 anos.
O jogador foi utilizado por Roth neste domingo, na partida contra o Atletico-GO, pela 15ª rodada do Brasileirão. Assim como ocorreu contra o Fluminense, no jogo anterior, o time reserva do Inter não conseguiu manter o bom momento da equipe, bicampeã da Libertadores.
“Pela falta de entrosamento que sofremos, foi um resultado bom”, avaliou, ao referir-se ao empate com o lanterna do campeonato, em pleno Beira-Rio. No entanto, o meia é realista quando fala na competição, que se tornou a nova obsessão do clube. “Pontos perdidos como estes podem fazer falta lá na frente. Em um campeonato longo, quanto mais perto se chegar do líder, melhor”, analisa o atleta, para quem o Brasileirão é a competição nacional “mais difícil do mundo.”
Na entrevista coletiva, Andrezinho também fez questão de lembrar o primeiro semestre do clube e a consequente conquista da Libertadores: “Não podemos esquecer do trabalho do (Jorge) Fossati, que nos ajudou a chegar até aqui.”
“É melhor disputar vaga nos grandes”, diz Andrezinho
Meia prefere ser reserva no Inter do que titular em time que briga para não cair