“Para o Inter, é decisivo”, ressaltou Valdomiro, em entrevista ao Correio do Povo concedida por telefone, desde a sua casa, em Criciúma, Sul de Santa Catarina. “É nesses Gre-Nais que temos que mostrar quem é grande jogador”, continuou ele, que disputou inúmeros clássicos principalmente na década de 1970. “Sempre gostei de jogar Gre-Nal.”
Hoje como torcedor, Valdomiro recomenda tranquilidade à equipe. “É que nem uma partida que vale um campeonato”, comparou. “Tem que ir para a beira do campo tranquilo e consciente, jogando os 90 minutos, sem essa de ficar tocando a bola para o lado. Tem que ir para frente.” E atento, claro: “Não pode ser desorganizado, porque se não pode perder o jogo em um contra-ataque”.
Inter tem mais chances com dois atacantes
Para Valdomiro, o técnico Dorival Júnior acerta em manter o esquema com dois atacantes, com a permanência de Gilberto entre os titulares: “O Damião precisa desse jogador ao lado dele”, avaliou o ex-jogador, que não vê favoritos para o jogo de domingo: “Em Gre-Nal não existe favoritismo”.
Além da companhia na frente, Valdomiro quer ver bolas alçadas ao camisa 9, que “é bom cabeceador”. Isso, segundo ele, é possível com os atuais titulares: “O Nei evoluiu bastante. Quanto ao Kleber, gosto quando ele vai pelo fundo do campo. Pelo meio, não”, analisou o ex-ponta, famoso pelos cruzamentos e pela falta de modéstia: “Um dia o Dario me disse que se soubesse que eu cruzava tão bem teria vindo antes para o Inter”, contou, aos risos.
Torcida precisa apoiar
Fora das quatro linhas, Valdomiro quer ver a torcida do Inter cantando durante os 90 minutos. “Tem que apoiar jogadores do começo ao fim, mesmo na hora que erre um passe ou um chute”, disse. “Não pode vaiar.” Ele, porém, ainda não sabia se poderia ir ao Beira-Rio: “Estou louco para ir. Ainda dependo de uma carona. Mas se for para eu ir e o Inter ganhar, vou até a pé.”