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Índio quer jogar até os 45 anos para comprar fazenda

Zagueiro do Inter foi afastado por conta de cirurgia realizada há dez dias

Índio revela desejo de jogar até os 45 anos para comprar fazenda
Índio revela desejo de jogar até os 45 anos para comprar fazenda Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória
Os 38 anos de vida foram completados nessa quinta-feira. Mas não houve festa. Só um jantar em família marcou o aniversário de Índio, jogador símbolo de uma era vitoriosa do Inter. Por quê? Porque o zagueiro fez uma cirurgia há dez dias que o impede de estar no lugar onde se sente mais à vontade: o campo. Para o futuro não há previsões, mas o atleta já sabe o que fazer depois de largar a bola: "Meu sonho é comprar uma fazenda. Mas não tenho dinheiro. Vou ter de jogar até os 45 para juntar", sorri o zagueiro.

A cirurgia foi feita há dez dias. Segundo a previsão inicial, Índio deveria voltar aos treinos mais ou menos nesta época. No entanto, pequenas complicações vão adiar o retorno em mais dez ou 15 dias. "Estou me recuperando. Já estou bem melhor, mas ainda não sei quando vou poder treinar", lamenta. O diretor médico do Inter, Paulo Rabello, evita previsões: "Houve uma reação no local. Tivemos de deixá-lo mais tempo parado".

Apesar da ansiedade, Índio não tem pressa. E, aos 38 anos, não prevê o final da carreira. "Sou apaixonado por isso (futebol). E sonho jogar mais tempo. Acabei de fazer a pré-temporada e me sinto muito bem. Por isso, não posso dizer quando vou parar. Quando achar que não posso jogar mais, paro", afirma.

Apesar de conquistar praticamente todos os títulos possíveis pelo Inter, lhe falta um. E ele não sai da cabeça: "Ainda tenho sonhos na carreira. Quero muito conquistar um Brasileirão, que é o título que me falta", revela.

Índio, aliás, já teve várias chances de deixar o Inter, onde chegou em 2005, antes de o clube alcançar o atual patamar. "Era uma época difícil", lembra. Em 2010, por exemplo, recusou uma proposta para jogar no Grêmio. Outras ofertas vieram do mundo árabe, vitaminadas por petrodólares. "Nunca coloquei o dinheiro como prioridade. O Inter é a minha segunda casa. Me identifico com o clube e com os torcedores. Isso fala mais alto", diz.

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