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‘A bola passaria’, afirma árbitro do VAR sobre pênalti contra o Inter no Gre-Nal

Áudios do VAR, divulgados nesta terça-feira, revelam que juízes avaliaram que atacante colorado abriu o braço para interceptar a bola

Semana do Gre-Nal 448 é marcada por polêmicas, incluindo o preço dos ingressos para a torcida visitante
Semana do Gre-Nal 448 é marcada por polêmicas, incluindo o preço dos ingressos para a torcida visitante Foto : Ricardo Duarte / Inter / CP

Do apito do árbitro até a primeira manifestação de pênalti foram dez segundos. Assim que a falta batida por Cristaldo desviou em Wanderson, na barreira do Inter, veio da cabine do VAR, na Arena, a reação: "Possível pênalti". A voz era de Daniel Nobre Bins, VAR escalado para o Gre-Nal 444 pela fase de grupos do Gauchão, disputado em 8 de fevereiro, na Arena.

Assim que Rafael fez o sinal do retângulo com os braços, avisando que o lance seria revisado, e se dirigiu à cabine à beira do campo, a análise tanto do VAR quanto do assistente de VAR foi a mesma: "Há um movimento de abertura do braço. Ele está com o braço colado e depois o abre", diz Bins. "A bola passaria", completa o colega.

Ato contínuo, assim que revê o lance, menos de um minuto depois, o árbitro toma a decisão: "Ele acaba ampliando o movimento do braço e atacando a bola com o cotovelo. Pênalti, sem cartão, ok?!". Braithwaite abriu o placar para o Grêmio e Fernando, de cabeça, empatou o clássico 444, o primeiro de uma temporada recheada de polêmicas de arbitragem. O lance do pênalti, porém, foi bastante reclamados pelos dirigentes colorados, inclusive com postagens nas redes sociais.

Outro jogo que causou discussão, neste caso favorável ao Inter, ocorreu na segunda rodada. Durante o jogo contra o Juventude, no Beira-Rio, já nos acréscimos do primeiro tempo, Borré foi empurrado pelo marcador dentro da área.

Em um primeiro momento, o árbitro de campo, Rafael Klein, não marca o pênalti. "Eu interpretei. Tem o braço, mas o jogador (Borré) já vai se atirando. Leitura de jogo", disse Klein, instantes após o lance.

Alertado pelo VAR, ele revisa o lance e marca o pênalti, que o próprio Borré cobra e marca o primeiro gol da vitória do Inter por 2 a 0. "Ele tem o braço apoiado nas costas do jogador do Inter. Ele faz um movimento e empurra o jogador do Inter. Vou voltar e mudar a minha decisão para o tiro penal, sem cartão", afirmou Klein aos colegas do VAR, após assistir às imagens no monitor instalado na beirada do gramado.

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