Declaração de amor no começo
A relação de Tinga com o Inter começou, oficialmente, em 23 de dezembro de 2004. Nessa data ele vestiu a camisa colorada pela primeira vez como atleta profissional. Por ter iniciado a carreira no rival, teve que driblar a desconfiança e já na ocasião revelou: “É a realização de um sonho”. Ali (re)começou uma relação de amor entre o jogador e clube, capaz de lhe fazer negar propostas mais vantajosas, do Fluminense e do Catar. Tudo para retornar ao Beira-Rio.
Do pênalti não marcado ao gol da Libertadores
Em sua primeira passagem, Tinga jogou por um ano e meio no Inter e atuou em 154 partidas. Nesse período, esteve em momentos importantes e protagonizou lances decisivos. Em um deles, foi derrubado pelo goleiro corintiano Fábio Costa dentro da área. Pênalti escancarado não marcado que virou símbolo da derrota colorada no Brasileirão de 2005, marcado pelos 11 jogos anulados após a suspeita de manipulação de resultados.
Outro lance, porém, é sinônimo de alegria. Na última vez que disputou uma partida com o fardamento colorado, Tinga garantiu o título da Copa Libertadores de 2006. Numa final dramática, o volante escorou o cruzamento de Fernandão e marcou o segundo gol do Inter na finalíssima. O São Paulo ainda empataria, mas o resultado serviu para pintar a América de vermelho.
Poucos dias depois, ele já estava em Dortmund, onde defendeu o Borussia até agora. Aos 32 anos, Tinga retorna ao Inter com a missão de ajudar o time a buscar o bi da Libertadores e a reconquistar o Brasileirão, que os colorados não sabem o que é vencer desde 1979.
Estreia demorada
No entanto, os torcedores colorados precisarão segurar a ansiedade, pois Tinga só poderá reestrear no clube em agosto, após a janela de transferências com o mercado europeu. Para atuar na Libertadores, o Inter terá de eliminar o Estudiantes de La Plata. Pelo Brasileirão, o primeiro jogo poderá ser contra o Santos, na Vila Belmiro.