A volta de Celso Roth ao comando técnico do Inter, confirmada na tarde deste sábado em primeira mão pelo repórter do Correio do Povo Fabrício Falkowski, é a terceira passagem do gaúcho de Caxias do Sul pelo Beira-Rio. Na primeira vez que esteve à frente do Inter, Roth comandou o time no Gre-Nal dos 5 a 2. O clássico de número 335 foi disputado pelo Campeonato Brasileiro de 1997, no Olímpico. Na época, Christian e Fabiano comandavam o ataque colorado.
O Grêmio vinha embalado pela conquista da Copa do Brasil daquele ano. Além disso, a torcida do time tricolor, estava confiante com a contratação de dois novos reforços: Sérgio Manoel e Beto. "O Inter caiu como uma avalanche sobre o que sobrou do festejado time tricolor e foi acumulando gols com naturalidade sob o comando e a inspiração de Fabiano", destacou a edição do jornal Correio do Povo da época.
No mesmo ano, Roth havia ajudado a levar o Inter ao título do Campeonato Gaúcho. Também realizou uma boa campanha no Campeonato Brasileiro de 1997, levando o Colorado até as semifinais da competição e projetando seu nome no cenário nacional. Roth deixou o clube gaúcho em 1998, quando assumiu o Vitória. No mesmo ano voltou ao Rio Grande do Sul para assumir o Grêmio.
No segundo semestre de 2002, após passagem por Sport, Palmeiras e Santos, o treinador voltou ao Beira-Rio. A atuação desta vez foi apagada. O Inter flertou com o rebaixamento durante quase todo o campeonato, livrando-se da queda na última partida, contra o Paysandu, em Belém.
Falta de carisma
O conselheiro do Inter Ibsen Pinheiro comentou, em entrevista à Rádio Guaíba, sobre o anúncio do nome de Roth. Ele elogiou o técnico, mas admitiu que talvez lhe falte carisma. “O Roth é muito competente, correto. Talvez o único defeito seja falta de simpatia com a torcida e os jornalistas”, afirmou. O deputado federal estava na direção do Inter quando Roth foi contratado pela primeira vez, em 1997.
“O Inter está passando por uma situação de emergência, a direção não podia errar. A pessoa ideal neste momento era alguém que já tivesse trabalhado no time. Ele tem um método de trabalho conhecido, um estilo conhecido”, explicou. O conselheiro classificou ainda a decisão do vice de futebol Fernando Carvalho e do presidente do clube, presidente do clube, Vitorio Piffero, como corajosa. "Dirigente não é quem toma a decisão mais fácil, mas a mais ousada", afirmou.
A volta do técnico do Gre-Nal dos 5 a 2
Celso Roth fez boa campanha pelo Inter em 1997