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Abel elogia candidatos e afirma: “Não posso dizer não ao Inter”

Treinador destacou que ainda não foi procurado para renovar contrato

Abel elogiou os candidatos à presidência do Inter
Abel elogiou os candidatos à presidência do Inter Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória
Com o final do ano se aproximando, a dúvida no comando do Inter para 2015 segue. Nesta sexta-feira, o técnico Abel Braga falou mais uma vez sobre seu futuro. O treinador elogiou os candidatos à presidência Marcelo Medeiros e Vitório Piffero e disse que não pode dizer não para o Colorado.

“Eu não posso dizer não ao Inter. Aí não está o querer. Eu não decidi o meu futuro. O meu projeto como treinador é sempre cumprir o meu contrato, e vai ser cumprido até 31 de dezembro. O torcedor pode ficar absolutamente tranquilo, isso é o mais importante, que o clube estará bem entregue independente de quem for o presidente. Sou um cara que não fala de outros clubes. Não sou de falar de clube como falo do Inter, primeiro pela relação e porque é diferenciado por todos os aspectos, na relação humana, no profissionalismo. Aqui você trabalha e recebe. Tem cobrança, mas tudo em uma lealdade ímpar”, disse.

“Continuidade ou não minha, a vinda de um outro treinador, um ou outro (candidato) vai procurar o que for melhor para o Inter. O torcedor não tem que se preocupar com isso”, seguiu o treinador colorado.

Abel admitiu que tem desejo de seguir no comando no Inter, mas afirmou que questões pessoais poderiam complicar sua permanência mesmo que venha a ser convidado para renovar o contrato. “Tenho vontade? Tenho. Mas tenho que pesar. Não sou mais menino. Eu tenho filho que já não está morando comigo, outro que joga futebol, um naquela fase de 16 anos e que adora Porto Alegre, mais do que o Rio. Tenho que medir muita coisa. A família, aquilo que eu quero, se quero dar mais uma paradinha. O negócio é pesado. Quando acontece problemas com os colegas, como com o Muricy e o Oswaldo, comigo está tudo bem, mas vocês sabem como é. É muita pancada”, afirmou o técnico.

“Pode ser que eu decida ficar mais um ano aqui e o presidente decidir que não. Pode ser o contrário, o presidente eleito me convidar para continuar e eu falar que não. Tenho que resolver isso com muita calma. Já era para ter resolvido, mas o negócio está muito pegado”, encerrou.