Em dado momento, Wellington Paulista arrancou em diagonal, às costas de Juan. Paulão saiu para fazer a cobertura e caçar o centroavante. Abel deu o tom: “Não, está errado. Você nunca vai chegar nele. Para, grita e faz assim (levanta os braços)”, indicou Abel. Depois, em uma jogada semelhante, Paulão seguiu as orientações do treinador. Ouviu um incentivo. Com a ressalva: "Só faltou gritar".
O treinamento seguiu. Alex e Aránguiz formavam uma dupla no meio-campo, com Willians centralizado, mais recuado. Eram constantemente exigidos pelo comandante para se movimentar. Quando o faziam, ouviam gritos de incentivo. O mesmo valia para D'Alessandro e qualquer outro.
Mas críticas também vieram. Paulão protegeu a bola para que ela chegasse em Muriel. O goleiro a agarrou tranquilamente e ia sair jogando. Mas recuou na decisão e demorou um pouco mais para colocar a bola em jogo. Abel não gostou.
“Pega a bola e joga rápido, c...”, gritou, antes de completar: “ Estou te ouvindo pouco, Muriel. Estou te ouvindo pouco”. Imediatamente à cobrança, o goleiro passou a orientar mais zagueiros. Gritava para os volantes sobre alguns possíveis roubos de bola e gritou mais.
Depois do início da atividade, deixou o jogo correr mais. Armou a equipe em um 4-3-3 que por vezes variava para um 4-1-4-1. Os titulares acabaram vencendo por 1 a 0. O zagueiro Juan elogiou bastante a participação de Abel no treinamento.
“São esses toques que o treinador dá, por conhecer mais, saber a filosofia que quer colocar, que fazem assimilar rápido o conceito. E na hora do jogo a gente lembra no jogo, da movimentação. É importante que a gente coloque o que pensa, sua participação. O treinador mais ainda, porque temos que nos entrosar rápido. Muda o treinador e muda o jeito de jogar. Quanto mais rápido pegar o entrosamento, melhor vai ser”, explicou o experiente zagueiro, titular de Abelão.