“A torcida tem todo o direito. Com certeza, eles estão sentindo uma decepção muito grande porque é exatamente que eu estou sentindo. Já tive momentos muito importantes no clube e talvez hoje mexeu mais que aquele jogo contra o Olimpia para mim (semifinal da Libertadores de 1989). Conseguimos fazer o primeiro gol, fizemos o 2 a 0. Ainda no primeiro tempo tivemos uma falta em que tomamos o contra-ataque. Eu falei no intervalo que não podia estar ganhando de 2 a 0 e dar o contra-ataque. Isso foi conversado”, declarou.
Em vários momentos da coletiva, Abel Braga tratou de lembrar a conversa que teve com os jogadores no intervalo após o 2 a 0. O treinador destacou que avisou ao time para não oferecer o contra-ataque ao Figueirense, o que ocorreu ao longo do segundo tempo . “Não vou justificar nada hoje. Até se conversou ali dentro sobre desgaste de viagem, mas nada justifica. O que nós pretendíamos, o que nós traçamos e pedimos foi extrema concentração. Fizemos o 2 a 0, uma equipe como a nossa não pode levar três gols em um tempo de jogo. Tenho que assumir com o maior responsável e conversar. Fizemos duas faltas iguais ao lado da área. Com 2 a 0 você tem que esperar o contra-ataque do adversário. Deixar ele vir e aproveitar. Se ele não vem, você não vai, está 2 a 0 para você”, continuou.
Questionado sobre a manutenção de Rafael Moura no time titular, mais uma vez o treinador se esquivou. Disse que o centroavante não foi o único responsável pela derrota, mas deixou aberta a possibilidade de mudanças no time para o confronto com o Vitória na próxima quarta-feira. “Você não pode dizer que o Rafael Moura perdeu chances de gol, ele não perdeu. Não dá para colocar a culpa da derrota hoje toda no Rafael. Amanhã se eu tiver que tirar um, dois ou três jogadores da equipe, vou fazer sem nenhum problema. Não pode colocar em cima de um jogador a responsabilidade. Vou analisar muito o que foi feito pelo Vitória ontem para tentar colocar o time mais forte que a gente tiver para o momento”, encerrou o treinador.