Segundo Amarante, o encontro que reuniu os presidentes Giovanni Luigi e Fábio Koff, além de integrantes do comando da Brigada Militar (BM), foi realizado para garantir a presença da torcida colorada no primeiro Gre-Nal, disputado na Arena. "Sete pessoas estiveram na ocasião. A proposta era ter o mesmo percentual de bilhetes para os dois clássicos e isto foi acordado, independente de o segundo jogo ser no estádio do Vale ou no Centenário. Se a CBF enviar a determinação, pedindo 1,8 mil entradas, nós responderemos através da Federação Gaúcha que vamos liberar apenas 500 e iremos recorrer da decisão", explicou.
Amarante garantiu que a atitude do Inter não é fruto de uma birra com o Grêmio ou pelo fato de que a BM impediu que mais colorados pudessem assistir ao Gre-Nal da Arena. "Ninguém aqui quer rasgar o regulamento. É apenas um direito e tem que existir reciprocidade. O Grêmio não tem culpa que a escolta da torcida é complicada por conta do entorno. Se a BM deu atendimento para um, tem que dar para outro", declarou.
Koff diverge e quer 1,5 mil
O presidente do Grêmio, Fábio Koff, alegou após o jogo contra o Corinthians que as 1,5 mil entradas cedidas para a torcida do Inter no Gre-Nal da Arena foram uma determinação da Brigada Militar (BM), responsável pela segurança do estádio. "Este número foi acordado com todas as partes, até porque uma quantidade maior dificultaria a logística da BM. Os torcedores do Inter foram escoltados em duas etapas e de dois lugares distintos. Nós não teríamos problemas em liberar 4 mil ingressos, por exemplo, mais aí seria um problema de segurança", afirmou.
Koff comentou que o Grêmio enviou o ofício para CBF para cumprir um prazo determinado pelo regulamento do Brasileirão. "O presidente do Inter é um homem muito sério, mas eu não poderia esperar a resposta dele sobre este assunto porque aí perderíamos o prazo previsto para o visitante solicitar os ingressos. Enviamos e recebi a informação de que a CBF quer a liberação de 1,8 mil entradas, mas nós aceitamos os 1,5 mil", frisou.