É questão de tempo o anúncio de Adílson Batista como novo treinador do Inter. Pequenas questões envolvendo salários e também a colocação dos profissionais que normalmente acompanham o técnico impedem a confirmação. "Ele está 85% no Inter", garante um dirigente. Adílson, porém, nunca foi a primeira opção dos dirigentes.
Nenhum dos outros quatro nomes cogitados pela direção colorada - Carlos Alberto Parreira, Felipão, Abel Braga e Dunga -, pode estar em Porto Alegre no dia 17, quando se reapresentam os jogadores após as férias. É exatamente aí que reside a principal "qualidade" de Adílson: a sua disponibilidade
A competência do ex-zagueiro na função não é questionada, assim como não é a sua capacidade de "controlar o grupo" de jogadores. Além disso, não é de hoje a admiração do vice de Futebol Fernando Carvalho pelo trabalho de Adílson. O que pesa contra é a sua forte ligação com o Grêmio, que causa, por consequência, altíssima rejeição entre os colorados. Mas até esse obstáculo está sendo transposto pela necessidade.
Mas enquanto o anúncio oficial de Adílson não ocorre, a esperança de contar com Felipão permanece. Em contato com amigos, o treinador disse estar entre as propostas que recebeu de Inter e Palmeiras. Porém, ele só pode deixar a África do Sul, onde está à serviço de uma emissora de TV, após o Mundial.
Também resta uma tênue expectativa quanto a um retorno de Abel, embora nem ele confirme: "Não tem a mínima chance de eu voltar. E não tem ninguém que lamente mais do que eu, pois sou vermelho", diz.
A postura dos dirigentes segue a de comentar o andamento das negociações. A medida se justifica, pois outros clubes querem contar com Adílson Batista. O Palmeiras, por exemplo, também postula os trabalhos do profissional, embora seja o destino provável de Felipão.
"Adílson está 85% no Inter", diz dirigente
Disponibilidade do técnico seria a principal qualidade