Passados seis meses, é mais fácil entender como o Athletico venceu o Inter por 1 a 0, em janeiro, no Beira-Rio. Da estreia do Brasileirão para o reencontro das equipes neste sábado, na Arena da Baixada, a situação na tabela é quase autoexplicativa. Enquanto os gaúchos precisam dar início a uma recuperação após o pior primeiro turno da história colorada em pontos corridos para se afastar do Z-4, os paranaenses parecem ganhar força durante a campanha que os coloca na terceira posição.
"A gente fez um primeiro turno excepcional, acima da expectativa, porque trabalhamos e buscamos. Mas no segundo turno temos que ter muita humildade. A expectativa tem que estar no lugar certo", diz o prudente técnico Odair Hellmann. Ele comanda o Furacão, ao lado de Palmeiras e Fluminense, dono do melhor retrospecto como mandante. Dentro de casam foram 23 pontos e uma única derrota, para o Corinthians. De resto, foram 7 vitórias e 2 empates.
"Eu sei que foi uma ótima campanha, mas não é como começa, é como termina. Faltam 19 jogos. Aqui dentro não vamos deixar qualquer empolgação sair para gerar uma expectativa que a gente não possa entregar", pondera Odair.
Para encarar o Inter, o time é praticamente o mesmo que derrotou o São Paulo, em Bragança Paulista no meio de semana. A vitória por 2 a 1 foi a terceira seguida e encontra sustentação em dois dos setores da equipe.
O sistema defensivo com 19 gols sofridos só fica atrás das defesas dos líderes Flamengo e Palmeiras, e na frente está um dos trunfos. Além da velocidade de Mendoza, autor do gol no Beira-Rio e da habilidade de Leozinho, cria do futsal, o Furacão tem o vice-goleador do Brasileirão: Viveros, cotado para ir à Copa pela Colômbia, tem 11 gols, apenas um a menos do artilheiro Pedro, do Flamengo.