Os advogados contratados pelo Inter para defender Nilton e Wellington Martins entregam hoje, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a defesa prévia dos jogadores. No entanto, o ato é só o primeiro passo de uma luta jurídica que deve se arrastar pelos próximos meses e consumir uma parte da carreira dos dois atletas. Tanto um quanto o outro cumprem suspensão preventiva de 30 dias, mas correm o risco de serem punidos com um afastamento dos campos por até dois anos.
Ambos foram flagrados em uma sequência de exames antidoping, após jogos da Copa do Brasil e do Brasileirão, e acusados de utilizarem dois tipos de diuréticos proibidos. Em tese, as substâncias não alteram a performance dos atletas, mas podem mascarar o uso de outras.
A documentação a ser entregue hoje será avaliada pelo procurador do STJD, Paulo Schmidt. Ele deve fazer a denúncia contra os jogadores, mas não está descartada também uma ação contra o clube. O julgamento em primeira instância deve ocorrer até, no máximo, o começo de dezembro. Depois, tanto a procuradoria do STJD como a defesa dos jogadores podem apelar para o tribunal pleno do STJD.
O passo seguinte é remeter o resultado do julgamento para avaliação da Agência Mundial Antidoping. Se ela não concordar, pode solicitar à Corte Arbitral do Esporte, com sede na Suíça, a alteração da decisão. Normalmente, ela age assim quando considera branda a punição imposta pela instância nacional — no caso o STJD.
Advogados do Inter entregam defesa prévia do caso de doping
Documentação será avaliada pelo STJD, que pode oferecer denúncia contra clube