Depois de empatar com o Emelec por 1 a 1, no Equador, e de desembarcar em Porto Alegre com um precioso ponto na mala, o Inter ganha tempo para trabalhar na solução dos seus problemas. Diego Aguirre e seus comandados têm praticamente 30 dias até o próximo jogo pela Libertadores, prazo que o treinador usará para tentar encontrar o equilíbrio do time. O prazo até o jogo contra Universidad do Chile, marcado para 16 de abril, em Santiago, será utilizado para conversas e muito treino. Apoio dos dirigentes — pelo menos daqueles mais ligados ao vestiário — não faltará.
“A atuação no jogo com o Emelec não foi boa, todos nós vimos. Mas conquistamos um resultado importante. Agora, vamos ter quase um mês para trabalhar e consertar os aspectos que ainda não estão bem”, observa o diretor de futebol, Carlos Pellegrini, que completa: “Há uma sintonia grande entre o treinador e o grupo e entre ambos com os dirigentes. Conhecemos o trabalho, porque estamos no dia a dia lá, e confiamos que o time vai evoluir”.
Até o jogo no Chile, que pode definir a classificação antecipada do Inter para as oitavas de final da Libertadores, o time colorado jogará cinco partidas pelo Campeonato Gaúcho. A ideia é usar os jogos para solidificar um esquema, testar alternativas e melhorar o entrosamento.
Os dirigentes — além do próprio Diego Aguirre — admitem que a qualidade do futebol apresentado ultimamente está aquém das necessidades do Inter. Eles também reconhecem as fracas atuações, mas garantem que não haverá qualquer mudança de rumo agora. Ou seja, rechaçam qualquer possibilidade de demissão de Diego Aguirre, algo que chegou a ser conjecturado.
Aguirre ganha tempo para aprimorar Inter na Libertadores
Mês de folga do torneio será usado para treinamentos e muitas conversas