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Aguirre quer Libertadores antes de comandar Uruguai

Técnico do Inter disse que título seria credencial para chegar à seleção

Aguirre quer Libertadores antes de comandar Uruguai
Aguirre quer Libertadores antes de comandar Uruguai Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
Valorizado pelo bom início de trajetória no Inter, Diego Aguirre é visto há meses como possível substituto de Óscar Tabárez no comando da seleção do Uruguai, que na última quarta-feira foi eliminada pelo Chile nas quartas de final da Copa América. O treinador do Colorado até sonha em dirigir a Celeste, mas só se vê entre os mais cotados se conquistar a Copa Libertadores. "Ganhar a Libertadores seria excelente para o meu futuro profissional. (Para se credenciar ao cargo) Seria muito importante", afirmou Aguirre, que teve a experiência de ser o técnico da seleção sub-20 em 2009.

No Uruguai, onde se destacou pelo trabalho no Peñarol entre 2010 e 2011, Diego Aguirre também já dirigiu o Plaza Colonia (2002) e o Wanderers (2006 a 2007). "Acho que todo treinador de futebol tem como sonho treinar a própria seleção. Então acho que isso é algo que se algum dia vier, obviamente eu gostaria e aceitaria. É uma realização profissional ser treinador do seu país", explicou.

Óscar Tabárez está no comando da seleção uruguaia desde 2006. Neste período, o veterano treinador, hoje com 68 anos, conquistou o surpreendente quarto lugar na Copa do Mundo de 2010 e o título da Copa América de 2011.

No Inter, Aguirre ganhou notoriedade por promover um rodízio quase que constante entre jogadores. No último jogo da Libertadores, diante do Santa Fe, o Colorado foi escalado com mais da metade de jogadores da base. "Não é que eu gosto de jogar só com meninos. Eu dei a oportunidade e eles agarraram a chance. Joga comigo quem demonstra o melhor rendimento. Os garotos fizeram jogos muito bons e ganharam um lugar no time. Os meninos têm uma motivação muito grande para ganhar espaço", explicou.

Como se não bastasse a gana dos garotos para buscar espaço, Aguirre conta com o profissionalismo de jogadores experientes, que têm ficado no banco de reservas em muitos jogos. "Os mais velhos são muito bons, são profissionais excelentes. E foram eles que deram suporte ao meu trabalho, foram eles que acreditaram em mim. Os meninos foram aparecendo aos poucos. Era importante que eles aceitassem o meu trabalho, são jogadores com experiência e eu estou muito agradecido a eles porque foram muito bons com a nossa proposta", destacou.