Ofuturo de Sergio Rochet no Inter deve ser definido após o encerramento do Campeonato Brasileiro, e o desfecho caminha para uma saída. Independentemente de o clube terminar a temporada rebaixado ou garantido na Série A, o goleiro deve estar na lista dos jogadores considerados dispensáveis para 2026. A direção colorada entende que o custo-benefício do atleta, que atuou em apenas 15 das 62 partidas do time do ano e tem um salário alto, não justifica sua permanência.
Rochet, que chegou ao Inter em 2023 durante a disputa da Libertadores e tem contrato até o final de 2026, vive sua temporada mais difícil desde que desembarcou em Porto Alegre. Com status de goleiro de seleção uruguaia, que se prepara para a disputa da sua segunda Copa, ele passa a ser visto como peça negociável num momento em que o clube revisa investimentos e projeta ajustes no grupo para o próximo ano.
Atualmente, Rochet segue afastado em recuperação de dois problemas físicos distintos. Sem atuar desde 21 de setembro, na derrota por 3 a 2 para o Grêmio, no Beira-Rio, o goleiro iniciou tratamento de um trauma no pé esquerdo. Pouco depois, em 14 de outubro, passou por cirurgia para retirada de placa e parafusos colocados na mão esquerda, fraturada em março, na estreia do Inter no Brasileirão, no final de março.
Desde então, o camisa 1 convive com um processo de recuperação lento. O último boletim médico, divulgado no início de novembro, apontava evolução, mas sem previsão de retorno. Rochet realizava fisioterapia e trabalhos físicos leves no CT Parque Gigante, além de atividades controladas em campo. Mesmo que seja liberado para treinar com o grupo antes da última rodada, há possibilidade real de que não volte a atuar.
Com a ausência prolongada, Ivan Quaresma assumiu a titularidade e deverá seguir como primeira opção nas rodadas finais. A mudança também pesa na avaliação interna: a comissão técnica considera que o ritmo perdido e a sequência de lesões diminuem a perspectiva de reintegração de Rochet ao time.