Alan Patrick está liberado para enfrentar o Vasco na retomada do Campeonato Brasileiro. O meia do Inter foi julgado na tarde desta quinta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e absolvido por unanimidade em razão das declarações dadas após a derrota para o Fluminense. Com a decisão, não há impedimento disciplinar para que o camisa 10 esteja em campo no dia 19 de novembro, em São Januário.
O jogador havia sido denunciado no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de ofensas à honra e prevê suspensão de um a seis jogos, além de multa entre R$ 100 e R$ 100 mil. Durante o julgamento, porém, a conduta foi enquadrada no artigo 258. O próprio representante da Procuradoria indicou a absolvição, acompanhada por todos os votos dos auditores.
A denúncia teve como base a entrevista concedida por Alan Patrick na saída de campo, após a partida contra o Fluminense. Na ocasião, o meia criticou a atuação do árbitro Lucas Casagrande, que trabalhou na partida, e afirmou que faltou "culhão" ao juiz para expulsar Renê durante o confronto. A súmula da partida, no entanto, não registrou qualquer ocorrência envolvendo o jogador.
Além da questão disciplinar, Alan Patrick também trabalha para se recuperar de uma lesão muscular na coxa direita. Depois da vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, na última terça-feira, no Beira-Rio, o técnico Eduardo Baptista afirmou que o meia estava muito próximo de voltar. O jogador já participou de atividades nesta semana, o que aumenta a expectativa de que esteja à disposição para o próximo compromisso colorado.
Barcellos recebe suspensão de 30 dias
Se Alan Patrick saiu absolvido, o presidente Alessandro Barcellos teve um desfecho diferente no tribunal. Julgado nesta quinta-feira, o dirigente foi punido por unanimidade com 30 dias de suspensão e multa de R$ 8 mil, por infração ao artigo 243-F do CBJD. Barcellos foi denunciado após ser citado na súmula de Lucas Casagrande por ofensas dirigidas ao árbitro na zona mista do Maracanã. Segundo o relato, o presidente colorado teria chamado o juiz de "ladrão" na área interna do estádio.
Participando da sessão por videoconferência, Barcellos negou ter proferido as ofensas e reiterou a versão apresentada publicamente depois da partida. A argumentação, entretanto, não foi suficiente para evitar a condenação.