"Até agora eles não me pagaram, me devem dinheiro", revelou o camisa 12 do Inter. Alex relatou que a falta de profissionalismo é a principal problema do futebol no Catar. Ele lembrou de um episódio em que sofreu ameaças e ficou fora de casa.
“Passei uma situação delicada com a minha família. Eles fizeram quase um terrorismo para eu não entrar em casa um dia, porque poderia ter algum problema lá. Me levaram para um hotel e não tinha comida, nem água. Era no meio do Ramadã (jejum dos muçulmanos) e eles não quiseram nem saber”, lamentou. “Tudo porque eles queriam trocar os estrangeiros, mas não tinham chegado à situação nenhuma para me transferir a outro time”, acrescentou.
“Tem gente que sofre muito lá, porque eles que mandam no país. Não respeitam nem uma criança. No mundo de hoje é algo não muito fácil de se compreender, ainda mais que será um país sede da Copa do Mundo”, disparou. “Infelizmente passei por isso, mão me arrependo de ter ido. Acho que quem perde com isso são eles.”
Mesmo com todos os problemas enfrentados no Catar, Alex afirmou que recomendaria amigos a jogar lá. No entanto, faria alguns alertas como conselho: “Fiz as contas daquilo que poderia ganhar e perder. Hoje, eu aconselharia a ir, dependendo do projeto de vida. Obviamente eu alertaria sobre coisas negativas. O lugar parece perfeito, mas não é".