O meia Alex chegou ao Inter em 2004 e assistiu, de dentro do gramado, às maiores conquistas da história do clube. Participou do crescimento colorado dentro e fora do campo e, inclusive por isso, é ídolo da torcida e referência para os jogadores mais jovens. No entanto, em 2016, quando está prestes a completar 300 partidas com a camisa vermelha, vive uma fase de completo ostracismo no Beira-Rio.
Nas últimas partidas pelo Gauchão e também na estreia no Brasileirão, Alex sequer foi relacionado para ficar no banco de reservas - mesmo que tenham sobrado vagas, como contra a Chapecoense, quando Argel poderia colocar mais três jogadores à disposição. Nos treinos, também não está entre as primeiras opções do técnico.
“Está apresentando um futebol fraquíssimo”, explicou um dirigente, por mensagem de texto, quando questionado sobre a falta de oportunidades ao jogador. No ano passado, ele negociou uma redução salarial e hoje está longe do teto do elenco - Anderson é o jogador mais bem pago do grupo colorado.
Os dirigentes não escondem que o clube tentou encontrar um outro time para Alex atuar durante o resto do seu contrato, que vale até dezembro de 2017. Algumas equipes mostraram interesse, mas ele preferiu permanecer no Beira-Rio.
O meia, que completou 34 anos em março, segue a sua rotina de trabalho. Treina normalmente e, pelo menos aparentemente, mantém a alegria. Frequenta o Beira-Rio em dias de jogos, mas fica nas cabines. Torce pelo time, já que muito mais do que isso não está podendo fazer.
Alex perde espaço e fica sem perspectiva no Inter
Nas últimas partidas, meia sequer foi relacionado para ficar no banco de reservas