O meia-atacante Anderson comentou nesta sexta-feira a atuação do Inter diante do The Strongest na Bolívia. O jogador não acredita que o time tenha apresentado problemas defensivos graves, mas pediu comprometimento dos atacantes na hora de marcar, principalmente para facilitar o trabalho defensivo.
"O Inter tem um grupo de muita qualidade e todos ainda estão se conhecendo. O futebol precisa de um tempo e acho que o time estará bem entrosado daqui a 60 dias, melhor para marcar e melhor para atacar. Acho que tudo começa lá na frente. Se o atacante não marcar, quebra lá atrás. Os atacantes e os meias precisam ajudar a defesa. O futebol atualmente está muito defensivo e hoje se ganha no detalhe", disse em entrevista coletiva.
Anderson, que usou uma máscara de oxigêncio logo depois de deixar o gramado do estádio Hernando Siles, disse que sofreu muito com os efeitos da altitude. "Parecia que iria morrer. Assim que posso definir esta experiência. Assim que o avião chegou, já estava passando mal, sentindo dores no estômago. A sensação é horrível e tu tenta correr e parece que não sai do lugar", explicou.
O jogador lamentou que não tenha conseguido ajudar o Inter na estreia da Libertadores. Anderson argumentou que já não conseguia mais ficar em campo. "Acho que a maioria dos jogadores sentiram. A boca do Sasha ficou branca depois do jogo. Foi uma experiência horrível e até já tinha passado por algo semelhante, mas com altitude mais baixa. Respeito a Bolívia e todos têm direito ao futebol, mas acho que só vai mudar alguma coisa quando acontecer uma situação mais grave aqui. Eles sabem que tem a vantagem quando jogam aqui", acrescentou.
Anderson pede comprometimento de atacantes para ajudar defesa
Meia-atacante do Inter relatou dificuldades em respirar na altitude de La Paz