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Andrigo está pronto há mais de um ano, garante coordenador da base

Meia seria solução caseira para suprir saída de D'Alessandro do Inter

Meia seria solução caseira para suprir saída de D´Alessandro do Inter
Meia seria solução caseira para suprir saída de D´Alessandro do Inter Foto : Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP
Desde o início de 2016, ficou claro que este seria o ano da afirmação — ou pelo menos do grande teste —do nome mais comentado das categorias de base do Inter. O meia Andrigo, que aos 15 anos atraiu interesse de grandes clubes europeus, estava definitivamente integrado aos profissionais. Agora que o clube ficou sem o seu maior craque e dono da camisa 10, a expectativa cresce ainda mais.

Segundo o coordenador técnico geral da base do Inter, Luis Fernando Ortiz, Andrigo atingiu seu “ápice” há mais de um ano. “Desde o final de 2014, tínhamos certeza que era um jogador que estava pronto, à espera de uma oportunidade”, atesta.

Enquanto sonda o mercado em busca de um substituto para D’Alessandro, o Inter também cogita a solução caseira. A princípio, o experiente Alex foi lançado como dono da posição, e Valdivia tem retorno esperado para maio. Argel já avisou, porém, que a base terá mais oportunidades. O treinador acredita que Andrigo é “diferenciado” e pretende apostar nele. Há, é claro, o cuidado de não sobrecarregar o garoto ou Gustavo Ferrareis, outro nome citado por Argel, com a obrigação de ser “a solução dos problemas”.

Ortiz garante que o único motivo pelo qual Andrigo ainda não havia se afirmado foi a falta de oportunidades no time de cima: “É um jogador de muitos recursos técnicos e muito competitivo. Chamou atenção em todas as categorias. Não tem um biotipo que impressiona, mas sabe usar muito bem o corpo, e isso compensa”. O ex-craque de futsal, que trabalha no clube há 13 anos, vê semelhanças na trajetória de Andrigo com a de Rodrigo Dourado, que surgiu na temporada em que completou 21 anos.

Apesar de sentir-se à vontade com a camisa 10, Andrigo não é exatamente o mesmo tipo de jogador que D’Alessandro. “Ele me parece um pouco mais agudo, gosta do gol e da área. Também sabe pifar os companheiros, mas não é tão armador assim”, afirma Ortiz.

A necessidade de formar em casa aumenta na medida da escassez de jogadores da posição. O Inter sondou Allione, do Palmeiras, e Argel citou espontaneamente outros três nomes, todos ganhando muito dinheiro no Exterior: Montillo e Wagner, na China, e Everton Ribeiro, nos Emirados Árabes. Vitorio Piffero afirmou que o reforço deverá vir apenas para o Brasileirão. Isso, é claro, se Andrigo não estourar antes.