Desde o início de 2016, ficou claro que este seria o ano da afirmação — ou pelo menos do grande teste —do nome mais comentado das categorias de base do Inter. O meia Andrigo, que aos 15 anos atraiu interesse de grandes clubes europeus, estava definitivamente integrado aos profissionais. Agora que o clube ficou sem o seu maior craque e dono da camisa 10, a expectativa cresce ainda mais.
Segundo o coordenador técnico geral da base do Inter, Luis Fernando Ortiz, Andrigo atingiu seu “ápice” há mais de um ano. “Desde o final de 2014, tínhamos certeza que era um jogador que estava pronto, à espera de uma oportunidade”, atesta.
Enquanto sonda o mercado em busca de um substituto para D’Alessandro, o Inter também cogita a solução caseira. A princípio, o experiente Alex foi lançado como dono da posição, e Valdivia tem retorno esperado para maio. Argel já avisou, porém, que a base terá mais oportunidades. O treinador acredita que Andrigo é “diferenciado” e pretende apostar nele. Há, é claro, o cuidado de não sobrecarregar o garoto ou Gustavo Ferrareis, outro nome citado por Argel, com a obrigação de ser “a solução dos problemas”.
Ortiz garante que o único motivo pelo qual Andrigo ainda não havia se afirmado foi a falta de oportunidades no time de cima: “É um jogador de muitos recursos técnicos e muito competitivo. Chamou atenção em todas as categorias. Não tem um biotipo que impressiona, mas sabe usar muito bem o corpo, e isso compensa”. O ex-craque de futsal, que trabalha no clube há 13 anos, vê semelhanças na trajetória de Andrigo com a de Rodrigo Dourado, que surgiu na temporada em que completou 21 anos.
Apesar de sentir-se à vontade com a camisa 10, Andrigo não é exatamente o mesmo tipo de jogador que D’Alessandro. “Ele me parece um pouco mais agudo, gosta do gol e da área. Também sabe pifar os companheiros, mas não é tão armador assim”, afirma Ortiz.
A necessidade de formar em casa aumenta na medida da escassez de jogadores da posição. O Inter sondou Allione, do Palmeiras, e Argel citou espontaneamente outros três nomes, todos ganhando muito dinheiro no Exterior: Montillo e Wagner, na China, e Everton Ribeiro, nos Emirados Árabes. Vitorio Piffero afirmou que o reforço deverá vir apenas para o Brasileirão. Isso, é claro, se Andrigo não estourar antes.
Andrigo está pronto há mais de um ano, garante coordenador da base
Meia seria solução caseira para suprir saída de D'Alessandro do Inter