Para se ter uma noção da importância de D'Alessandro no Inter, basta observar que nos 45 min da entrevista coletiva de apresentação do técnico Jorge Fossati no início da semana, o único jogador que teve seu nome citado foi o argentino. E como 2010 será ano de Libertadores, a presença do camisa 10 torna-se ainda mais importante. No Beira-Rio, existe a expectativa de que o meia faça a diferença no ano de 2010. "Ele tem experiência e bagagem na Libertadores. Acreditamos que possa ser o nosso diferencial, desde que esteja concentrado", afirma o diretor de futebol Giovani Luigi, que conta com a participação direta do novo treinador para conduzir D'Alessandro para uma rota sem desvios.
Desde que chegou a Porto Alegre em agosto do ano passado, D'Alessandro encontra dificuldades para manter a regularidade e firmar-se como a referência da equipe, principalmente em partidas decisivas. No meio do Campeonato Brasileiro, chegou a ser afastado e amargou a reserva com Tite no comando da equipe. Por isso, acaba sofrendo contestações, mas que são insuficientes para afetar seu cartaz na Argentina. "Aqui, ele é muito respeitado porque saiu de uma escola que revelou grandes nomes como Pablo Aymar, Ariel Ortega e Maxi López. A sensação que temos é que um dia ele vai voltar para o River Plate", conta Jorge Lopez, repórter do jornal Olé, da Argentina.
A carência de homens de articulação na seleção de Maradona faz com que D'Alessandro seja lembrado em época de convocações, o que dificilmente irá acontecer no ano da Copa da África. O que não empolga nem os argentinos é a notícia, veiculada nos últimos dias, de que "El Cabezón" poderia voltar ao seu ex-clube, a pedido do técnico do River, Leonardo Astrada. "É muito mais um desejo do que uma possibilidade", garante Lopez, que sabe do alto salário que o gringo recebe no Inter.
E é justamente por ser tão valorizado, que D'Alessandro será mais cobrado na próxima temporada. Até agora em 67 jogos, marcou apenas 15 gols. Fossati já mandou um recado: "D'Alessandro tem que pensar mais no jogo e no time, para não ter mais altos e baixos e atingir a regularidade. Afinal de contas, trata-se de um grande jogador, dos poucos que ainda desequilibram, e que é muito importante no esquema do Inter", conclui o novo chefe.
Ano de cobrança para D'Alessandro
Meia terá responsabilidade de se transformar em referência na Libertadores