Na entrevista coletiva depois do confronto, Roth foi só elogios ao seu grupo: “São raras as vezes que um treinador se sente honrado”, afirmou, antes de elogiar diversos dos jogadores que enfrentaram o Botafogo, em especial o goleiro Muriel e o meia Oscar. Ele evitou, porém, adiantar os titulares em Abu Dhabi e não deu pistas se levará os dois jovens. Apenas destacou: “Que momento para o Internacional”.
“Tenho 99,9% do grupo definido, mas o bom problema é sempre bem-vindo”, afirmou. Roth deve entregar a lista definitiva para o Mundial, com 23 atletas, em 29 de novembro. Dos 30 pré-inscritos, ele não poderá contar com o atacante Ilan, que se lesionou e só volta em fevereiro.
“Inter tem um histórico e uma camiseta que tem que ser honrada”
O técnico do Inter também comentou a situação em que a equipe chegou ao Engenhão, sem vencer havia sete partidas e tendo como adversário o Botafogo, que luta com o Grêmio por uma vaga na Libertadores do ano que vem. Ele rechaçou a possibilidade de “entregar” para os cariocas: “Durante a semana passada foi colocada uma suspeição do que a gente faria no jogo. Aqui está a resposta”, enfatizou. “O Inter tem um histórico e uma camiseta que tem que ser honrada independentemente de quem entre no jogo.”
Roth ainda se colocou contra a atual fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro, levantando questionamentos: “Estão acontecendo algumas vergonhas muito claras. Mas o Inter se manteve”, disse, sem explicar quais são as “vergonhas”. Destacando o planejamento, que segundo ele foi colocado em dúvida em certas ocasiões, celebrou o momento: “Chegamos na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro em uma situação muito confortável”.