Durante as eleições que reconduziram Alessandro Barcellos à presidência do Inter, um tema chamou atenção — e acendeu esperanças na torcida: a possível entrada de empresários endinheirados como apoiadores do clube. De um lado, Barcellos apresentava o agropecuarista Elusmar Maggi como parceiro. Do outro, Roberto Melo, seu adversário na disputa, exibia o respaldo do empresário Delcir Sonda. Passado um ano e meio, apesar de ambos terem sido procurados, não houve nenhum aporte.
Tanto Maggi quanto Sonda têm histórico de investir no Inter. O primeiro pagou R$ 1 milhão, em 2021, para que Rodinei jogasse uma partida contra o Flamengo, decisiva para a definição do Campeonato Brasileiro, que acabou escapando dos colorados na última rodada.
Já Sonda, que hoje é integrante do Conselho Deliberativo e já disse que seu sonho é ser presidente do clube, foi peça-chave em diversas contratações, incluindo a de D’Alessandro e a do lateral-esquerdo Kléber. Também emprestou dinheiro ao clube em diversas ocasiões e, no final de 2018, perdoou uma dívida de R$ 25 milhões do Inter, que voltara da segunda divisão um ano antes.
"Sou muito grato ao Inter por todas as alegrias que o clube me deu. Por acreditar na seriedade das pessoas que hoje comandam a instituição, faço esse gesto. O objetivo é contribuir para que o futuro do nosso Colorado siga grandioso", disse o empresário, naquela época.
Apesar da negativa dos dois empresários, o clube segue em busca de "dinheiro novo" para enfrentar a difícil situação financeira que enfrenta. No ano passado, o Inter apresentou um déficit de R$ 34,4 milhões, o que fez a dívida aumentar para cerca de R$ 860 milhões. Só em pagamento de juros, o clube desembolsa cerca de R$ 80 milhões por ano.