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Apesar de derrota, Falcão vê evolução no time do Inter

Técnico disse que ficou com um gosto amargo nas duas partidas do Brasileirão

Falcão vê Inter melhor apesar de perder em casa para o Ceará
Falcão vê Inter melhor apesar de perder em casa para o Ceará Foto : Fabiano do Amaral
Apesar do abatimento pela derrota para o Ceará, neste sábado, o técnico do Inter, Paulo Roberto Falcão, enxergou evolução em sua equipe em relação ao empate na estreia. “O resultado foi pior, mas o jogo foi melhor que o do Santos”, garantiu o treinador.

“Não gosto só de ganhar, sem jogar bem”, ponderou Falcão. “Prefiro ter um crescimento e vi algumas coisas boas hoje. Convém lembrar que o Ceará chegou à semifinal da Copa do Brasil, então é um adversário de qualidade, e hoje teve apenas uma chance contra a gente”, resumiu ele.

Para o técnico, uma análise fria da partida daria a vitória ao Colorado: “Nós construímos situações para ganhar o jogo e o resultado normal seria a vitória”, enfatizou Falcão. “Nós fizemos o suficiente para ganhar bem o jogo. Os jogadores se esforçaram, dedicaram, empenharam, mas faz parte”, afirmou.

“É ruim perder em casa, mas não podemos numa segunda rodada de campeonato achar que o time está mal”, defendeu o treinador. “Tenho a sensação de um gosto amargo nas duas partidas. Contra o Santos, podíamos ter ganho o jogo e, hoje, novamente perdemos a chance”, relatou Falcão.

Ele defendeu os jogadores das críticas de chutarem pouco a gol. "É uma característica nossa, não temos este chute de fora da área", admitiu o treinador, acrescentando que foi por isso que o Inter investiu, e com "relativo sucesso", pelos lados do campo.

"O Ceará segurou, se fechou, aí tem que trabalhar por fora e por isso a entrada do Oscar, bem aberto. Quando o time se fecha com resultado a seu favor tem que explorar as laterais e colocar dois jogadores agudos, como o Gilberto que entrou bem e já tinha o Leandro Damião", explicou Falcão.

Sobre as opções de troca, na tentativa de reverter o placar, ele negou  que tenha sido conservador demais. "O Bolatti estava com cartão amarelo, é um volante e não queria correr o risco dele ser expulso", comentou o técnico. "Em relação ao Oscar, precisava de mais força no lado esquerdo e o D'Alessandro tinha corrido muito e senti que estava um pouco desgastado."


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