“Não gosto só de ganhar, sem jogar bem”, ponderou Falcão. “Prefiro ter um crescimento e vi algumas coisas boas hoje. Convém lembrar que o Ceará chegou à semifinal da Copa do Brasil, então é um adversário de qualidade, e hoje teve apenas uma chance contra a gente”, resumiu ele.
Para o técnico, uma análise fria da partida daria a vitória ao Colorado: “Nós construímos situações para ganhar o jogo e o resultado normal seria a vitória”, enfatizou Falcão. “Nós fizemos o suficiente para ganhar bem o jogo. Os jogadores se esforçaram, dedicaram, empenharam, mas faz parte”, afirmou.
“É ruim perder em casa, mas não podemos numa segunda rodada de campeonato achar que o time está mal”, defendeu o treinador. “Tenho a sensação de um gosto amargo nas duas partidas. Contra o Santos, podíamos ter ganho o jogo e, hoje, novamente perdemos a chance”, relatou Falcão.
Ele defendeu os jogadores das críticas de chutarem pouco a gol. "É uma característica nossa, não temos este chute de fora da área", admitiu o treinador, acrescentando que foi por isso que o Inter investiu, e com "relativo sucesso", pelos lados do campo.
"O Ceará segurou, se fechou, aí tem que trabalhar por fora e por isso a entrada do Oscar, bem aberto. Quando o time se fecha com resultado a seu favor tem que explorar as laterais e colocar dois jogadores agudos, como o Gilberto que entrou bem e já tinha o Leandro Damião", explicou Falcão.
Sobre as opções de troca, na tentativa de reverter o placar, ele negou que tenha sido conservador demais. "O Bolatti estava com cartão amarelo, é um volante e não queria correr o risco dele ser expulso", comentou o técnico. "Em relação ao Oscar, precisava de mais força no lado esquerdo e o D'Alessandro tinha corrido muito e senti que estava um pouco desgastado."