“Vi defeitos. Pareceu que nós nunac havíamos jogado sem o Charles (Aránguiz). Foi uma equipe até ele se machucar. Analisei bem após o jogo passado, entrei mais seguro. Não eram três volantes porque o Aránguiz e o Wellington saem bastante. Estávamos bem, mas a contusão dele deu uma desarrumada grande. Nós tivemos sorte de no final do segundo tempo, desorganizado, ter o pênalti e fazer o gol. Depois com um jogador a mais ficou difícil para eles. Apesar disso, o resultado foi justo”, analisou Abel Braga que destacou o clima do Beira-Rio como um fator importante para o bom começo do time.
“Foi importante por vários motivos. Melhoramos o saldo. Ficamos dois jogos sem vencer e descemos bastante na classificação. Você entra nesse estádio lindo, o torcedor incentivando em um dia especial com todas as homenagens ao Fernandão. Fomos surpreendidos em São Paulo. O campo molhado atrapalhou a nossa equipe, que joga bastante com movimentação. O gramado do Beira-Rio está um tapete e isso favoreceu o nosso jogo”, analisou.
Apesar da goleada de 4 a 0, uma mudança no time do Inter chamou atenção. No segundo tempo, Abel Braga sacou o estreante Luque, que havia entrado aos 18 minutos da primeira etapa após a lesão de Aránguiz, para a entrada de Alex. Após a partida, o treinador disse que notou o argentino ansioso na sua estreia e que espera por um melhor rendimento nas próximas oportunidades.
“Ele (Luque) entrou um pouco ansioso, o que é normal. Não havia treinado ainda com o time principal. Ele mostrou qualidade tática. Voltou muito bem, tem o hábito das duas linhas de quatro que se joga na Argentina. Ele vai ir se acostumando, a ansiedade não vai acontecer quando entrar de novo. Ele ainda não está com a confiança necessária, o forte dele é o um a um e ainda não fez. No segundo tempo teve mais espaço, mas vai subindo devagar. É garoto, está se adaptando e teve que entrar no jogo sem ter treinado com o time titular”, disse.