O grupo do Inter, segundo Dorival, nem cogita comemorar o empate no Beira-Rio, ainda mais após o time perder um pênalti e acertar uma bola na trave nos acréscimos. “Sempre que você não alcança um resultado é natural sentir um pouco”, reconheceu. Ele também lembrou do critério do saldo qualificado, mas vê o Inter sob pressão: “Não tomar gol foi importante. Não fazê-lo também teve um peso”.
“Mesmo que fizéssemos uma vantagem, o jogo do Rio teria o mesmo peso, as mesmas dificuldades. Ficou aquela sensação, que poderíamos, em razão do pênalti, ter feito o gol”, acrescentou ele, já imaginando os cuidados com o Fluminense no duelo no Rio: “A vantagem de jogar em casa é grande a partir do momento que você tenha atitude para tal.”
Defesas venceram ataques
O jogo desta quarta-feira, na opinião do técnico, foi marcado pela boa atuação dos zagueiros. “As defesas prevaleceram sobre os ataques”, avaliou. “Foi um grande jogo e isso não podemos desconsiderar. As duas equipes procuraram ao longo dos 90 minutos o gol.”
Se viu seu ataque esbarrar na zaga do Fluminense, Dorival também lembrou-se de elogiar a sua defesa, especialmente por evitar complicações com Deco e Fred. “Tentamos tirar os espaços. O máximo possível”, explicou o treinador.
Antes do Gre-Nal, recuperação física
Passado o primeiro confronto com o Fluminense, Dorival já pensa no Gre-Nal do próximo domingo, pela final da Taça Farroupilha. Porém, antes de começar a montar um time para encarar o maior rival, ele pretende saber das condições de seus comandados. “Amanhã é um trabalho de recuperação do que propriamente um treinamento.” Nesta quarta, Kleber e Dagoberto sentiram lesões e passam a ser dúvidas.
Para o clássico, o técnico do Inter vê o Grêmio em vantagem devido à semana cheia para treinos. “Essa semana teria sido importante para que pudéssemos decidir em igualdade de condições. Eu gostaria de ter a semana em aberto”, admitiu ele que vê como única vantagem de ter jogado na quarta o fato de “manter o ritmo”.