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Aprovação do modelo proposto pela diretoria acalma os ânimos no Inter

Mesmo após ceder em sua preferência inicial, ex-presidente Piffero se considera vitorioso

Aprovação do modelo proposto pela diretoria acalma os ânimos no Inter
Aprovação do modelo proposto pela diretoria acalma os ânimos no Inter Foto : Bruno Alencastro
Prevaleceu a ideia da atual gestão do Inter na reunião do Conselho Deliberativo (CD), na noite dessa segunda-feira. O encontro definiu que o clube adotará o modelo de parceria com construtora para concluir as reformas no estádio Beira-Rio para a Copa do Mundo de 2014. A decisão foi aprovada por aclamação pelos 287 conselheiros presentes no encontro, que também determinou a criação de uma comissão de obras, de 13 integrantes.

Antes da reunião definitiva, muitos encontros anteriores ocorreram – apenas no CD foram dois em março, mês marcado pela discussão da pauta. Para a unanimidade, os grupos políticos retiraram as suas proposições nesta segunda-feira. O presidente do Inter, Giovanni Luigi, afirmou que a proposta atendeu a requisições de todos os movimentos políticos do Conselho.

Até mesmo o ex-presidente, Vitorio Piffero, apoiador do modelo do autofinanciamento, mudou de ideia. Piffero, porém, não se considera derrotado: “Eu me considero vitorioso, não eu, mas o Internacional, não só pela transparência, mas pela abertura de novas opções que serão avaliadas”.

“A aprovação por unanimidade foi fruto de muito trabalho. Chegou-se a um consenso sobre a necessidade de ampliar a forma para a parceria, criando uma comissão de obras, que vai procurar novas propostas que vão assessorar a gestão e o conselho”, explicou o ex-presidente.

Em entrevista à Rádio Guaíba, ele afirmou que não chegou a trocar totalmente de opinião, mas reconheceu que uma nova decisão era necessária: “O melhor modelo, para mim, era o autofinanciamento, mas por pressão da Fifa, a questão precisa ser revista.”

Luigi esquece atritos


Sucessor no cargo, Luigi salientou a participação de Piffero, com quem teve atritos nas reuniões anteriores do CD. “Piffero fez algumas considerações que foram atendidas”, revelou ele, que ressaltou a amplitude do processo no qual foi definida a proposta da parceria. Luigi chegou a ser acidamente criticado pelo antecessor, que escreveu no Twitter que Luigi entenderia mais se o assunto fosse administração de rodoviária.

Para o executivo-chefe do clube, Aod Cunha, o Inter saiu vencedor com a aprovação do modelo de parceria. “É uma solução que traz menos riscos e dá mais garantias para o clube na proposta de uma parceria estratégica.”

As obras no Beira-Rio, que andam em passo lento, podem demorar cerca de 90 dias para serem assumidas pela empresa vencedora. Na quarta-feira, o Inter publicará uma carta-convite para as empresas interessadas em concluir a reforma, cujo investimento será superior a R$ 200 milhões. O prazo para as instituições se candidatarem é de 15 dias.
Antes de assinar o contrato, o Inter contratará uma empresa especializada em “gestão de arenas” e uma assessoria jurídica. “O Inter precisa de um prazo de trâmite para essas questões todas”, sublinhou Luigi.

Já nesta terça-feira, Luigi pretende se reunir com a comissão de obras, formada por 13 conselheiros, para traçar os objetivos. “Vamos conduzir isso com a maior transparência. Eventualmente se a comissão de obras ou o conselho de gestão não concordarem com alguns itens, nós faremos como aqui no Conselho Deliberativo: abriremos o debate para encontrar o melhor caminho”, prometeu.

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