Argel Fucks nunca foi unanimidade no Beira-Rio. Desde que desembarcou para treinar o time, após a saída de Diego Aguirre, em agosto passado, o treinador enfrenta resistências, inclusive de dentro do próprio clube. No entanto, sempre foi apoiado, mesmo quando estava embretado pelas críticas, pelo vice de futebol, Carlos Pellegrini, e pelo grupo de jogadores. Agora, o ex-zagueiro pode estar prestes a conquistar seu primeiro título como técnico do Inter — e o segundo desde que passou do campo para a casamata.
Argel tem um estilo que agrada aos jogadores. Ele cortou as regalias dos mais velhos, impôs novas regras dentro do vestiário, exigiu tratamento igualitário aos egressos das categorias de base e, com isso, ganhou o respeito de todo o grupo. “Argel fala a língua dos boleiros. Isso é fundamental para a sua permanência no Inter”, observa um dirigente.
Pellegrini também é um admirador do trabalho do técnico. Há uma confiança mútua entre eles. Graças ao vice de futebol, Argel permaneceu no cargo no momento em que as críticas e contestações chegaram ao seu auge, após a eliminação da Primeira Liga diante do Fluminense. Foi Pellegrini quem convenceu o presidente Vitorio Piffero e alguns outros dirigentes a manter o treinador. Seu argumento principal foi lembrar que ele perdera peças importantes do time titular e que os reforços não haviam chegado — realidade que permanece inalterada, aliás.
Após os jogos com o Fluminense e a manobra de Pellegrini, o time cresceu em campo. Teve algumas boas atuações e encarreirou vitórias, chegando à final do Gauchão. No domingo, em Caxias do Sul, deve mandar a campo a mesma equipe que vem jogando ultimamente. O objetivo é arrancar uma vantagem, mesmo que mínima, para decidir no Beira-Rio uma semana mais tarde.
Argel desfruta de bom momento após críticas
Técnico do Inter conta com admiração dos jogadores