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Em entrevista exclusiva ao CP, técnico do Inter fala sobre sua vida no futebol
Foto : Mauro Schaefer
Quando o pai, Argemiro, foi assassinado, Argel tinha 18 anos. Ele já estava no Inter, acabara de fazer uma cirurgia no joelho e não tinha certeza se voltaria a jogar bola. Atônito, percorreu os quase 500 quilômetros que separam Porto Alegre de Santa Rosa ainda sem acreditar na tragédia que desabara sobre a família – já abalada pela morte prematura de sua irmã anos antes, em um acidente de automóvel. Chegou à cidade natal amparado por muletas e encontrou a mãe, Marlene, chorando inconsolável. “Eu só tinha o futebol e ele foi a minha salvação.” Argel é assim. Foi forjado na dificuldade e não esconde o orgulho pelo patrimônio acumulado: a família próxima e a trajetória em grandes clubes.
Ele chegou ao Inter – o seu 16º clube na carreira de treinador – na semana passada para recuperar o time e buscar um título nacional. Descartando o rodízio para os próximos compromissos entre Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, ele deixa claro: “A prioridade são as duas competições e temos grupo para jogar as duas”.