Assim como na semana passada, quando disse que não era de seu feitio marcar gols, Bolatti repetiu o discurso, pouco após os 4 a 0 sobre o Jaguares, quando anotou os dois primeiros. “Não é meu costume fazer gols em todas as partidas. Mas que bem vindo seja”, afirmou. O fato de ir ao ataque, conforme ele, não é uma ordem de Celso Roth, mas uma sugestão: “Dentro do esquema é uma alternativa”. Humilde, Bolatti ressaltou que a goleada sobre os mexicanos devolve a tranquilidade ao grupo, frente à crise que já se avizinhava no Beira-Rio.
Última contratação do Inter para a Libertadores, Bolatti contou que tem metas curtas e objetivas para o seu futuro. A primeira delas é manter a Copa (como os argentinos se referem à Libertadores) no Beira-Rio. “Plantel para isso nós temos”, considerou. A segunda, e mais pessoal, é voltar à seleção argentina para a disputa da Copa América, que será no seu país natal.
Proximidade da Argentina agrada
Antes de chegar ao Inter, Bolatti estava vivendo em uma das cidades mais importantes do mundo antigo, Florença, onde defendia a Fiorentina. No entanto, a Itália não deixa saudades no volante. O jogador está satisfeito com a proximidade entre Porto Alegre e a Argentina. “Estou gostando de Porto Alegre. É uma cidade muito bonita. As pessoas são especiais e me fazem sentir em casa”, explicou.