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Fernandão destacou que em nenhum momento pretende diminuir a competitividade do argentino. A meta é conter exageros. Ele citou como exemplo uma melhora do meia na questão de abrir os braços, postura essa que está mais contida na visão de Fernandão e “que já diminuiu o número de cartões amarelos”, salientou. “Ele é um cara que sente a derrota, a responsabilidade que tem no grupo.”
E com D’Alessandro “mais calmo”, Fernandão projetou um Inter mais ofensivo, especialmente no Beira-Rio. “A torcida gosta de ver o time agressivo e não simplesmente observando a marcação, isso faz com que o torcedor assista o jogo em pé”, afirmou. “Eu quero colocar um pouco do meu pensamento de futebol e tentar ser um pouco mais agressivo.”
Técnico do Inter quer fazer o torcedor assistir aos jogos em pé | Foto: Tarsila Pereira
Muda o técnico, continuam os desfalques
No entanto, Fernandão iniciará a sua trajetória como técnico do Inter com os mesmos problemas que Dorival Júnior passou no final de seu ciclo: os desfalques. Nesta sexta-feira, ele perdeu mais jogador: Nei, que sentiu um lesão na coxa e não joga contra o Atlético-GO. Edson Ratinho será o substituto. Além do meia e do lateral-direito, os lesionados Kleber e Dátolo seguem fora de comate; Oscar e Leandro Damião continuam com a Seleção Brasileira; e Juan e Forlán ainda aprimoram o condicionamento físico.
A equipe para a estreia será definida na manhã deste sábado, quando o grupo colorado treina pela última vez antes da partida. “Vou fazer um treino mais tático”, adiantou Fernandão. Até lá, porém, o novo técnico colorado irá conviver com a ansiedade: “É lógico que dá um frio na barriga e isso é normal. O dia que não tiver isso acabou o prazer. Eu tenho prazer de trabalhar no Inter”.