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Auditoria aponta ressalva às contas do Inter

Documento, ao qual CP teve acesso, aponta descontrole na concessão de adiantamentos

Auditoria aponta ressalva às contas do Inter
Auditoria aponta ressalva às contas do Inter Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
O Conselho do Inter reúne-se na segunda-feira para avaliar as contas referentes a 2015. Em geral, são números positivos, turbinados pela adesão do clube ao Profut, uma redução de despesas e um crescimento de receitas. A recomendação do Conselho Fiscal é pela aprovação das contas sem ressalvas. Porém, tal decisão não ocorreu por unanimidade. Dois integrantes do Conselho Fiscal, entre eles o presidente do órgão, Geraldo Da Camino, apontam ressalvas.

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O outro é Lino Kiesling, o único integrante do Conselho Fiscal que não milita em um dos grupos políticos que dão sustentação à gestão do presidente Vitório Piffero. Tanto Da Camino como Kiesling baseiam a sua posição em um relatório elaborado por uma empresa de auditoria que aponta algumas restrições à forma como o clube administra (concede e cobra) adiantamentos de recursos. Tais antecipações por vezes não têm a prestação de contas dentro de um prazo razoável, ficando, em algumas ocasiões, por até quatro meses descobertos.

O Correio do Povo teve acesso ao documento. Ao longo do dia, conversou com dirigentes do Inter e com integrantes do Conselho Fiscal, que evitaram comentar o teor do relatório. “Não posso comentar antes de expor ao Conselho Deliberativo, o que ocorrerá na próxima segunda-feira. De qualquer forma, lamento que um documento interno tenha vazado”, observou Da Camino. Kiesling também foi procurado, mas disse que não falaria.

Os dirigentes do Inter ficaram indignados com o vazamento do relatório, que seria de uso exclusivo do Conselho Fiscal. “Trata-se de um ato político, um vazamento seletivo. São pessoas que não estão contentes com o excelente resultado financeiro que tivemos em 2015, quando o clube apresentou um superávit de R$ 27,5 milhões”, afirma o diretor de transparência e controladoria do Inter, Sandro Farias.

Alguns conselheiros contestam o valor do superávit. Segundo eles, o balanço positivo só existiu por causa do Profut, que renegociou as dívidas federais dos clubes de futebol. O programa desonerou o Inter de cerca de R$ 47 milhões, melhorando o resultado. “Não fiz essa conta. Ela não faz sentido”, finaliza Farias.