Cumprindo uma determinação da Lei da Moralização do Futebol, o Inter publicará amanhã em seu site oficial o balanço financeiro de 2010, último ano da gestão de Vitorio Piffero. Mas isso não encerrará o debate. Ao contrário, acenderá. As duas empresas de auditoria contratadas para analisar o balanço apontaram problemas. Um dos mais graves seria o excessivo e descontrolado gasto com cartões de crédito corporativos. Eram dezenas deles, usados por muitos dirigentes, que consumiam milhares de reais por mês em gastos nem sempre comprovados.
"Eu tinha o cartão, que servia quase como um pronto-socorro. Acho que usei umas quatro ou cinco vezes nesse tempo todo", admite Mário Sérgio Martins, que ocupou o cargo de 2 vice-presidente nas duas gestões. "Não sei quem mais tinha. Não sei quantos eram nem quanto se gastava por mês", continua.
O problema dos cartões corporativos surpreendeu alguns dos atuais dirigentes. Uma das primeiras providências de Giovanni Luigi, assim que assumiu, foi restringir o uso dos mesmos. Agora, somente ele e um executivo do futebol - que acompanha a delegação em viagens e é responsável pelo pagamento das despesas do time - têm acesso ao privilégio.
Auditoria no Inter aponta uso excessivo dos créditos corporativos
Primeiras providências de Giovanni Luigi foi restringir o uso dos cartões assim que assumiu