O Inter assinou um contrato com valor fechado. Ou seja, toda e qualquer diferença, pelo motivo que for - até novas imposições da Fifa para a realização da Copa do Mundo - deve ser inteiramente bancada pela AG. A única exceção à regra trata de materiais importados, que possam vir a sofrer um vertiginoso aumento devido a uma crise cambial, hipótese muito improvável na atual conjuntura econômica do Brasil.
Para custear a obra, a Brio, empresa criada para a administração do Beira-Rio, foi autorizada no final de fevereiro pelo seu conselho de administração a buscar um empréstimo de R$ 275 milhões junto ao BNDES, ao Banrisul e também ao Banco do Brasil. O valor será suficiente para finalizar a obra até 31 de dezembro, prazo máximo concedido pela Fifa. Como garantia de pagamento, o Brio vai empenhar seus direitos de exploração do próprio Beira-rio e também o estacionamento que está sendo construído.
Acima de tudo, o contrato celebrado pelo Inter há praticamente um ano - foi assinado em 19 de março de 2012 - dá tranquilidade ao clube. Atualmente, até alguns dos mais ferrenhos detratores da parceria já reconhecem que foi um bom negócio aliar-se à AG para reformar o Beira-Rio, pelo menos considerando o exíguo prazo imposto pela realização da Copa do Mundo, em 2014.
Gigantinho em pauta na proposta
Até a próxima terça-feira, a Brio entregará ao presidente Giovanni Luigi uma proposta para reformar e assumir a administração do Gigantinho. A empresa tem a preferência do negócio até justamente esta data. "Estamos finalizando os cálculos, mas com certeza vamos exercer a nossa preferência. Até terça-feira, a nossa proposta estará com o Inter", disse o CEO da Brio, Marcelo Flores.