• Dunga diz que Inter precisa repor saídas
Os recursos extras (R$ 31,5 milhões, deduzidos os impostos e comissões) têm origem na assinatura de contrato que antecipa a venda dos direitos de televisionamento dos jogos no clube nos anos de 2016, 2017 e 2018. "O Inter só acabou o ano saudável financeiramente porque teve este aporte. Caso contrário, teria de recorrer aos bancos para pagar os salários dos jogadores", observa um conselheiro que já analisou os números.
Se o contrato com a TV não fosse assinado, o Inter acabaria o ano com um déficit de R$ 23 milhões - número que seria exatamente igual ao de 2011, quando o Inter também amargou grande prejuízo.
O balanço colorado oficialmente ainda não foi finalizado, mas há pressa. Recém-empossado, o presidente do Conselho Deliberativo, Ibsen Pinheiro, tem até o final de março para submeter os números à apreciação do Conselho Deliberativo. Para isso, cumprindo os estatutos do clube, terá de marcar a reunião para, no máximo, o dia 27 de março, véspera do feriadão de Páscoa.
Na reunião, o contrato com a TV voltará a ser debatido. Um grupo de conselheiros acredita que a sua assinatura fere uma norma do clube que não permite a antecipação de receitas de mais de quatro anos.