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Balanço mostra Inter dependente da venda de jogadores; veja os números

Apesar disso, clube apresentou um déficit de R$ 34,4 milhões em 2024

Gabriel Carvalho vai para a Arábia Saudita jogar no Al Qadsiah
Gabriel Carvalho vai para a Arábia Saudita jogar no Al Qadsiah Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

Os dados divulgados no último balanço do Inter mostram que o clube não possui receitas ordinárias capazes de fazer frente às despesas. Nos dois últimos anos, o clube sobreviveu, mesmo apresentando déficit em 2024 e aumentando a sua dívida, graças à entrada extraordinária de recursos. Em 2023, foi a venda de 20% dos direitos de TV para a Liga Forte União, que injetou R$ 219 milhões no balanço (mas apenas metade desse valor no caixa). No ano passado, o que salvou as finanças foram as vendas de atletas, que atingiram R$ 258,3 milhões, um recorde absoluto e histórico.

Portanto, quase metade da receita colorada em 2024 veio de apenas uma fonte: a venda de jogadores, que pode não se repetir em um ou outro ano. Um exemplo claro é 2023, quando o clube arrecadou apenas R$ 77 milhões com a venda de atletas.

A segunda fonte de recursos mais importante é a venda de direitos de TV e as premiações em competições, seguida de perto pelo quadro social. Em ambos os casos, o clube projeta uma melhora nos números em 2025, exatamente para diminuir a dependência da venda de jogadores.

No primeiro caso, os valores aumentarão graças à melhor negociação feita pela LFU na venda dos direitos do Brasileirão deste e dos próximos anos. A estimativa é que o valor do Inter aumente em cerca de 40%. Já quanto ao quadro social, houve um aumento das mensalidades.

De acordo com o balanço, o Inter apresentou um déficit de R$ 34,4 milhões em 2024, mesmo após a venda de Gabriel Carvalho ao Al Qadisiyah, da Arábia Saudita, nos últimos dias do ano, devido não apenas aos prejuízos causados pelas enchentes de maio passado, mas também ao aumento significativo nos gastos com o futebol, que saltaram de R$ 287,5 milhões em 2023 para R$ 404,4 milhões em 2024, o que representa um aumento de 39% de um ano para outro.

| Foto: Arte: Leandro Maciel

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