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Base ganha espaço no Inter em meio à falta de reforços para reta decisiva

Sem opções experientes no elenco, Pezzolano recorre aos jovens enquanto o clube tenta qualificar o grupo para os desafios do final da temporada

Allex voltou a receber oportunidades diante da escassez de alternativas ofensivas
Allex voltou a receber oportunidades diante da escassez de alternativas ofensivas Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

A presença cada vez maior de jogadores formados na base no banco de reservas do Inter não é fruto de um planejamento ideal. É consequência direta de um elenco curto e das dificuldades financeiras que limitam a chegada de reforços na janela de transferências. Enquanto a direção segue no mercado em busca de soluções, o técnico Paulo Pezzolano terá de administrar a escassez de alternativas em uma sequência de seis partidas em três semanas que pode definir o rumo da temporada.

Entre 17 de agosto e 6 de setembro, o time colorado disputará quatro rodadas do Campeonato Brasileiro e os dois Gre-Nais pelas quartas de final da Copa do Brasil. Além da luta para se afastar da zona de rebaixamento, o clube coloca em jogo a permanência na competição mata-mata, que virou um objetivo do ano. Nesse cenário, os jovens deixam de ser apenas promessa e passam a representar uma necessidade.

Nos dois compromissos mais recentes — a derrota por 2 a 1 para o Corinthians, resultado suficiente para garantir a classificação às quartas da Copa do Brasil, e o empate sem gols diante do Palmeiras, ambos em São Paulo — nenhum atleta da base iniciou entre os titulares. A diferença apareceu no banco.

Contra o Corinthians, seis jogadores formados no Celeiro de Ases ficaram à disposição. Diante do Palmeiras, foram cinco. O meia Allex entrou no segundo tempo da partida em Itaquera, enquanto o centroavante João Bezerra ganhou minutos no Nubank Parque e foi a primeira escolha ofensiva de Pezzolano antes mesmo de Alerrandro.

A aposta na juventude também reflete a lentidão do mercado colorado. Apesar do esforço da direção, a limitação financeira restringe as negociações e impede uma reposição mais ampla do elenco. Até agora, apenas dois reforços foram anunciados nesta janela: o zagueiro Guillermo Maripán e o meia Calebe. O chileno rapidamente assumiu a titularidade na defesa, enquanto o meio-campista tem sido utilizado de forma pontual, principalmente como substituto de Alan Patrick na articulação.

A maior carência, porém, está no ataque. A adaptação de Bernabei para uma função mais ofensiva evidencia a falta de peças no setor. Hoje, além de Alerrandro e Calebe, Pezzolano praticamente depende dos garotos para mudar o panorama das partidas. Ou apela para peças mais defensivas.

Foi assim nos últimos jogos, quando João Bezerra, Allex, João Kempes, Gabriel Vinicius, Pedro Kauã e Luiz Felipe passaram a compor o banco colorado. Em um momento decisivo da temporada, sem conseguir finalizar as contratações que precisa, a base deixou de ser apenas o futuro do Inter e passou a fazer parte do presente. Não exatamente por opção, mas por necessidade extrema.

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