Ao esclarecer o episódio, Bolívar disse que a decisão foi toda de Fernandão. "Nós conversamos após o treino e antes não se sabia se o Juan iria jogar ou não. Eu não fui comunicado e como já tinha ficado fora das últimas listas e acabei viajando. Achei isso tudo muito forte. A derrota foi para o Corinthians, mas eu fui o assunto. Respeito o Fernandão, até porque temos uma amizade, no entanto, tenho que dar o meu lado da história", completou.
Bolívar negou que sua liderança teria sido usada para desrespeitar os dirigentes do Inter. "Eu sempre fui muito profissional e jamais deixei de respeitar a hierarquia do Inter. Amanhã vou me apresentar normalmente e vou ver o que acontece", acrescentou ao saber da possibilidade de treinar em separado do grupo principal.
A derrota no final de semana e o mal-estar instalado no vestiário podem contribuir para a demissão de Fernandão. Uma reunião poderá ocorrer nesta terça-feira para definir o futuro do técnico.
Sem objetivos no Brasileirão, o Inter ainda tem os jogos contra Portuguesa e Grêmio. Para Bolívar, não há problema para a continuidade de Fernandão. "Eu não tenho nada contra ele e o respeito como respeitaria qualquer treinador. Eu nunca pedi para não jogar ou para não ficar no banco de reservas. Sempre foi opção do treinador. Só estou dando a minha versão e acho que não precisava ser assim", disse.