Segundo o diretor do departamento de torcidas organizadas, Fernando Oliveira, o clube já recebeu informações preliminares da Brigada Militar sobre a briga envolvendo Hierro Martins, líder da Guarda, e Ricardo Fernandes, não vinculado a uma torcida, mas assíduo frequentador do Beira-Rio. "Informalmente, ambos deram suas versões. Na semana que vem, quando recebermos o Boletim de Ocorrência (BO), vamos analisar que atitude tomar", disse Oliveira. O BO feito por Fernandes diz que Hierro usou uma faca para agredi-lo. "Se tivermos provas de que houve facada ou qualquer outro delito, teremos de tomar uma atitude", lamenta o vice-presidente de serviços especializados, Luciano Davi.
Uma nova reunião entre a Guarda e a Popular do Inter está marcada para quinta-feira. "Nossa ideia era unir, mas concluímos, depois deste novo problema, de que não podemos nos vincular ao Hierro. Não temos nada contra os torcedores que frequentam aquele setor, mas com o Hierro não dá", disse Christian Castro, presidente da Popular. Hierro, em entrevista ao Correio do Povo, disse que se manifestará sobre a suposta briga somente na Justiça.
A direção colorada, porém, ainda crê na paz. E apresenta suas cartas. "Vão ter de se unir. Caso contrário, não receberão mais ajuda nem ingressos", ameaça Luciano Davi.