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Briga ameaça tentativa de reunificação das torcidas do Inter

Nova reunião entre a Guarda e a Popular está marcada para quinta-feira

Hierro Martins teria se envolvido em uma briga com outro torcedor
Hierro Martins teria se envolvido em uma briga com outro torcedor Foto : Cristiano Estrela / CP Memória
O Inter quer ver reunidas outra vez as duas torcidas que tiveram origem no portão 7 do Beira-Rio e que acabaram separadas no ano passado após uma série de desavenças e brigas. A reaproximação entre a Guarda Popular e a Popular do Inter começou há alguns meses e teve seu auge nos dois jogos contra o Independiente, pela Recopa, quando voltaram a cantar e apoiar o Inter juntas no Beira-Rio e em Avellaneda. No entanto, o esforço da direção colorada sofreu um sério revés antes da partida contra o América-MG, quarta-feira. Uma briga, que supostamente teve um ferido a faca, deu marcha ré na união, agora considerada improvável.

Segundo o diretor do departamento de torcidas organizadas, Fernando Oliveira, o clube já recebeu informações preliminares da Brigada Militar sobre a briga envolvendo Hierro Martins, líder da Guarda, e Ricardo Fernandes, não vinculado a uma torcida, mas assíduo frequentador do Beira-Rio. "Informalmente, ambos deram suas versões. Na semana que vem, quando recebermos o Boletim de Ocorrência (BO), vamos analisar que atitude tomar", disse Oliveira. O BO feito por Fernandes diz que Hierro usou uma faca para agredi-lo. "Se tivermos provas de que houve facada ou qualquer outro delito, teremos de tomar uma atitude", lamenta o vice-presidente de serviços especializados, Luciano Davi.

Uma nova reunião entre a Guarda e a Popular do Inter está marcada para quinta-feira. "Nossa ideia era unir, mas concluímos, depois deste novo problema, de que não podemos nos vincular ao Hierro. Não temos nada contra os torcedores que frequentam aquele setor, mas com o Hierro não dá", disse Christian Castro, presidente da Popular. Hierro, em entrevista ao Correio do Povo, disse que se manifestará sobre a suposta briga somente na Justiça.

A direção colorada, porém, ainda crê na paz. E apresenta suas cartas. "Vão ter de se unir. Caso contrário, não receberão mais ajuda nem ingressos", ameaça Luciano Davi.

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