Siegmann foi um dos principais defensores de Luigi nas eleições para presidente do Inter, em dezembro. Em troca, embora nunca tivesse sido o nome da preferência de Luigi, recebeu o cargo de vice-presidente de futebol. As diferenças ficaram evidentes na segunda, principalmente na entrevista de Siegmann.
O ex-vice de futebol usou alguns adjetivos para qualificar o presidente colorado. "Fraco" foi um deles. "Honestidade é uma virtude que deve ser valorizada, mas não pode ser a única. Para ser presidente, é preciso tomar decisões", afirmou Siegmann, que completou: "Ser amigo de todo mundo o tempo todo é bom para miss simpatia, mas não é bom para dirigir um clube de futebol. Dirigir é comandar".
O modo de operar de Siegmann causou estragos no vestiário. Pessoas ligadas ao grupo e ao futebol do Inter dizem que a estrutura que amealhou uma série de títulos nos últimos anos foi desmontada. Brigas e desentendimentos tornaram-se constantes. A última foi na semana passada, quando Siegmann discutiu com o diretor de futebol Cuca Lima. A presença de Fernando Carvalho no vestiário colorado tornou-se rara porque não tinha a aprovação de Siegmann.
Durante a coletiva nessa segunda-feira, quando o ex-vice de futebol ouviu uma pergunta sobre como estava a relação com Luigi, afirmou: "Quando acabou sintonia? Talvez no nosso nascimento".

